Sociedade

Sargaço nas praias: as algas valem ouro, mas todos os anos há toneladas que vão para o lixo

11 julho 2022 12:50

Os sargaceiros devem o nome a apanha de algas conhecidas como sargaço. A atividade viria a registar um declínio depois dos anos 1980

dr/ casa do povo da apúlia

Entre abril e outubro, um mix de algas conhecido por sargaço dá à costa no Centro e Norte Portugal. Apesar do valor inegável, as Câmaras enveredam por um duplo desperdício ao investir no envio das algas para aterro, a bem do turismo local. Na Universidade do Porto, há estudos que confirmam a eficácia do sargaço na mitigação de stress e secura das plantas. Em Coimbra, a ciência já começou a desbravar potenciais aplicações clínicas – mesmo sabendo que as alterações climáticas levaram o sargaço a uma transformação radical nos últimos 15 anos

11 julho 2022 12:50

Os tempos mudam, e a apanha de sargaço também. “Nas décadas de 1960 e 1970 as pessoas tinham de tirar licença para ir ao sargaço nas praias. Havia mesmo competição entre quem apanhava mais, mas agora quase ninguém o quer”, descreve Juvenal Oliveira, presidente da Casa do Povo da Apúlia, que conta com um grupo folclórico de sargaceiros, que devem o nome à apanha de um conjunto de algas que dão à costa todos os anos, entre abril e outubro.