Sociedade

Detenção do “Escobar brasileiro” expôs os cúmplices portugueses à investigação da PJ: “Muitos não vão a casa dormir”

2 julho 2022 17:03

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

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Traficantes não têm ido dormir a casa com medo de serem apanhados pela polícia a qualquer momento

2 julho 2022 17:03

Hugo Franco

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Jornalista

Rui Gustavo

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Em apenas três dias, a rede internacional de tráfico de co­caína liderada por um ex-polícia militar de Mato Grosso levou o mais duro golpe da sua já longa existência. Primeiro, foi a detenção em Budapeste, na Hungria, do próprio homem-forte da organização, o major Sérgio de Carvalho, de 64 anos, mais conhecido como “Escobar brasileiro”, que era procurado há quatro anos e chegou a viver em Lisboa. Depois, foi a vez do português Rúben “Xuxas”, de 38 anos, um dos braços direitos do brasileiro, apanhado há precisamente uma semana pela Polícia Judiciária em sua casa, nos Olivais.

“Xuxas” era, até essa sexta-feira, considerado o maior traficante português em atividade. “Faz parte da nova geração de traficantes e subiu muito rapidamente na hierarquia”, conta uma fonte judicial. Quando foi preso na aparatosa operação policial naquele bairro lisboeta, o traficante tinha um colar de 300 gramas de ouro e diamantes ao pescoço, uma pulseira de diamantes, uma mala de roupa de marca no valor de 10 mil euros e à porta tinha estacionado um vistoso Mercedes, igual ao de Cristiano Ronaldo, que custa mais de 300 mil euros. Nas pernas tinha duas tatuagens novas: uma do colombia­no Pablo Escobar e outro do mexicano “El Chapo”, dois dos mais poderosos traficantes de droga do planeta.