Sociedade

Plataforma do Júri Nacional de Exames poderá ter sido alvo de acesso indevido por um hacker

19 maio 2022 11:48

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Foto: Getty Images

Uma das plataformas do Júri Nacional de Exames poderá ter sido alvo de acesso indevido por parte de um pirata informático. Mas o Ministério da Educação garante que a área alegadamente invadida tem apenas informação do domínio público e nega ciberataque

19 maio 2022 11:48

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Uma das plataformas do Júri Nacional de Exames poderá ter sido alvo de um acesso indevido por parte de um pirata informático mas os dados dos exames nacionais não estão comprometidos, uma vez que não foram acedidos pelo hacker.

Ao Expresso, o Ministério da Educação é taxativo: “Não está confirmado qualquer ciberataque. O Júri Nacional de Exames foi informado pela Polícia Judiciária de um eventual acesso a uma área de informação, na qual consta apenas informação que é do domínio público.

A CNN Portugal garante que o hacker que terá acedido à plataforma é Zambrius, o alter ego de Tomás Pedroso, condenado a seis anos de prisão em janeiro por crimes informáticos mas que se encontra em liberdade enquanto aguarda pela decisão do recurso da sentença. Neste momento, está obrigado a apresentar-se duas vezes por semana numa esquadra e proibido de se ausentar do país.

Tomás Pedroso fundou a equipa de piratas informáticos denominada Cyberteam, que existe desde 2011 mas que se popularizou em 2019 e 2020, com ciberataques em Portugal e no Brasil.

O jovem de 21 anos, que vive na Ericeira em casa dos pais e da avó materna, ficou em prisão domiciliária entre maio e novembro de 2020, e foi nessa condição que acabou detido pela PJ em novembro desse mesmo ano. Aconteceu no âmbito de uma operação conjunta com a Polícia federal brasileira por suspeitas de invasão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil, durante a primeira volta das eleições autárquicas.

Ataques a plataformas estatais e privadas

Zambrius já fora detido em 2017, com 16 anos, e internado até aos 18 anos num Centro Educativo: o jovem envolvera-se numa operação conduzida por vários hackers que tinham invadido as estruturas do Estado, como a PJ e a Procuradoria-Geral da República.

Em Portugal, enquanto se encontrava em prisão domiciliária, invadiu o site da operadora de telecomunicações MEO, bem como o site da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, após obter o username e password de um colaborador daquela associação.

Acedeu também ilegalmente ao portal MyBenfica, utilizado como backoffice do site da Fundação Benfica, que era usado pelos administradores do sítio para a gestão e introdução de conteúdos. O hacker disponibilizou as credenciais de 114 colaboradores do clube.

A Universidade Nova bem como o Estado Maior-General das Forças Armadas foram igualmente alvo do jovem de 21 anos.