Sociedade

Sefarditas: eles não sabiam que eram portugueses até recuarem vários séculos no tempo

23 abril 2022 16:22

Marta Gonçalves

Marta Gonçalves

textos

Jornalista

Eduardo Castelo Branco, sem saber que descendia de sefarditas, foi estudar Direito para Coimbra

antónio pedro ferreira

As histórias de quem pediu cidadania portuguesa pela ascendência sefardita sem polémicas

23 abril 2022 16:22

Marta Gonçalves

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Jornalista

Eduardo Castelo Branco soube há uns anos que o nome que herdara do pai é também o de uma cidade portuguesa. Na altura, desconfiou da possível ligação a Portugal, que seria natural sendo ele brasileiro, mas foi só quando chegou a Coimbra para estudar Direito que começou a verdadeira investigação. Em pouco tempo, descobriu ter antepassados judeus que fugiram da Inquisição rumo ao Brasil. O apelido que o deixara na dúvida não era apenas uma coincidência, a história que encontrou contava-lhe uma nova verdade: Eduardo podia ser português, de facto.

Só o sotaque denuncia Eduardo, 23 anos, sentado na esplanada do Cartola, um conhecido ponto de encontro dos estudantes de Coimbra. Veste o traje académico, fala dos edifícios históricos e revela os atalhos que os alunos tomam para evitar a escadaria até às faculdades com a agilidade de quem sempre viveu ali.