Sociedade

Professora da UPorto acusada de assédio laboral e agressão a colegas com garrafa de ácido

30 março 2022 9:02

dr

Queixas contra professora catedrática têm “pelo menos uma década”, conta um trabalhador que acusa a docente de assédio laboral

30 março 2022 9:02

Uma professora da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP) é alvo de um processo disciplinar por ter sido acusada de agredir dois colegas de trabalho num laboratório da instituição, com uma garrafa de ácido nítrico, a 22 de novembro de 2021. Para além disso, foi apresentada uma segunda queixa de assédio laboral na semana passada, levando a direção da faculdade, segundo o jornal "Público", a suspendê-la de imediato de funções.

As vítimas da alegada agressão - um professor e uma técnica superior - sofreram ferimentos ligeiros, tendo chamado a PSP à faculdade. Os dois profissionais daquele estabelecimento dizem que a professora catedrática Paula Branquinho de Andrade terá “arremessado um frasco, que continha um ácido, que se terá partido”, avança fonte do Comando da PSP do Porto. A professora classifica esta agressão como “um acidente”, acrescentando que querem “transformar esse acidente numa agressão”.

Para além desta agressão que deu origem à abertura de um inquérito interno, um grupo de 15 trabalhadores entregou um pedido de Intervenção Inspetiva pela prática de assédio laboral na Autoridade Para as Condições de Trabalho. As queixas dos trabalhadores incluem “assédio a trabalhadoras grávidas” - acusadas de “não querem trabalhar” - e “comentários depreciativos” dirigidos a trabalhadoras do sexo feminino devido às roupas ou à maquilhagem por estas usadas. A professora catedrática é acusada de usar “linguagem depreciativa” como “osga”, “prostituta colombiana” ou “tipa””.

Os trabalhadores alegam que as queixas contra Paula Branquinho de Andrade têm “pelo menos uma década”. “Ao longo dos anos, vários trabalhadores e colaboradores comunicaram à sua direção os múltiplos eventos de assédio e discriminação perpetrados pela visada, no entanto [esta] nunca tomou qualquer medida ou sequer resposta”, escrevem na exposição enviada ao organismo tutelado pelo Ministério do Trabalho.