Sociedade

Fuzileiros suspeitos da morte de agente da PSP ficam em prisão preventiva

23 março 2022 21:38

Fábio Guerra foi morto a 21 de março à porta de uma discoteca de Lisboa

andré kosters/lusa

Juiz Carlos Alexandre justificou a prisão preventiva com o perigo de perturbação do inquérito e da ordem pública e também com o perigo de continuação da atividade criminosa. Os dois fuzileiros estão indiciados por homicídio qualificado e ofensas corporais qualificadas

23 março 2022 21:38

Os dois fuzileiros suspeitos do homicídio do agente da PSP Fábio Guerra, na madrugada de sábado, vão ficar em prisão preventiva, decidiu esta quarta-feira o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC). Cláudio Coimbra, 22 anos, e Vadym Hrynko, 21, foram sujeitos à medida de coação mais gravosa e vão permanecer detidos no estabelecimento prisional de Tomar.

O juiz Carlos Alexandre justificou a prisão preventiva com o perigo de perturbação do inquérito e da ordem pública e também com o perigo de continuação da atividade criminosa. O advogado de defesa dos dois arguidos saiu do tribunal sem prestar declarações.

Segundo um comunicado divulgado pelo Conselho Superior da Magistratura, os dois suspeitos estão indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e ofensas corporais também agravadas. Os dois homens terão prestado declarações e apesar de terem admito que participaram nas agressões aos polícias, alegaram que se estavam a defender e negaram ter pontapeado a cabeça do agente Fábio Guerra quando este caiu ao chão. Um terceiro suspeito estará a monte.

Segundo fonte da Polícia Judiciária (PJ), os dois fuzileiros foram detidos na noite de segunda-feira – juntamente com um terceiro suspeito, civil, entretanto já libertado pelo Ministério Público (MP) - na Escola de Fuzileiros Navais, em Vale do Zebro. Permaneceram desde a detenção na prisão militar de Tomar até serem hoje presentes a juiz.

O agente Fábio Guerra, de 26 anos, morreu na segunda-feira de manhã, no Hospital de São José, em Lisboa, devido às “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo no exterior da discoteca Mome.

De acordo com as informações da PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos violentamente por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas. A PJ referiu num comunicado que houve cinco polícias feridos, incluindo uma mulher, e que os outros três agentes agredidos tiveram alta hospitalar no domingo.