Sociedade

O mundo está a protestar mais: internet e jovens são motores da contestação, mas “não basta criar um evento no Facebook”

16 novembro 2021 8:02

Tiago Soares

Tiago Soares

Jornalista

Manifestação a favor do combate das alterações climáticas concentrou-se em frente da catedral de Helsínquia no passado dia 15 de março

heikki saukkomaa/getty

Estudo contabilizou através de notícias mais de 2800 protestos em todo o planeta. Manifestações devem-se sobretudo a falhanços de representação democrática e desigualdades económicas, mas os direitos sociais e a justiça climática têm ganho espaço. Papel das redes sociais e do espaço virtual como meio de organização de protestos tem sido crucial nos últimos anos, dizem especialistas: afinal, a internet ainda pode ser vista como “uma ferramenta de democratização das sociedades”. Os movimentos de jovens e estudantes também estão a ganhar peso

16 novembro 2021 8:02

Tiago Soares

Tiago Soares

Jornalista

O número de manifestações com visibilidade na comunicação social triplicou em todo o mundo nos últimos 15 anos, apurou um estudo publicado este mês pela editora alemã Springer, que contabilizou 2809 destes eventos entre 2006 e 2020. Os investigadores - das organizações não governamentais Initiative for Policy Dialogue e Oxfam International e ainda da fundação alemã Friedrich Ebert - concluíram que os protestos são sobretudo um luxo dos países de altos e médios rendimentos, que contabilizaram 87,1% do número total deste tipo de eventos.