Sociedade

Homicídio no metropolitano: PJ investiga possibilidade de mais suspeitos no crime

21 outubro 2021 18:07

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Polícia Judiciária revela que o homicídio se deveu a um conflito pessoal motivado pelas redes sociais. Três suspeitos foram detidos

21 outubro 2021 18:07

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A Polícia Judiciária revelou que pode haver mais suspeitos do homicídio do jovem de 19 anos na estação do metropolitano das Laranjeiras, em Lisboa, e que ainda não foram detido. Esta manhã a PJ anunciou a detenção de três jovens entre os 18 e 19 anos pelo homicídio cometido à facada.

Em conferência de imprensa, Pedro Maia, que coordena a secção de homicídios da PJ de Lisboa, não quis revelar as motivações do homicídio. Mas sublinha que se tratou de um conflito pessoal motivado pelas redes sociais.

Pedro Maia salienta que a violência vem das redes sociais, com mensagens que incendeiam os ânimos. "As redes sociais vieram apimentar conflitos e potenciam este tipo de fenómeno criminoso."

E adianta que se houve um confronto entre jovens oriundos de diferentes zonas da Área Metropolitana de Lisboa. O local [estação de metro] não teve nada a ver com o planeamento para cometer aquele crime, foi uma circunstância fortuita que resultou num episódio de extrema violência."

Em relação aos suspeitos, trata-se de "jovens com contexto familiar normal". Alguns deles, bem como a vítima, têm antecedentes criminais. E são sobretudo estudantes de ensino profissional.

De acordo com a "Sic Notícias", a vítima terá sido esfaqueada primeiro no pescoço, à porta da estação onde já entrou ferida, sendo perseguida pelos dois atacantes, que a terão esfaqueado de novo no abdómen. Testemunhas disseram que o corpo terá caído à linha tendo sido retirado para a plataforma por populares, onde veio a falecer. O corpo foi retirado e levado numa ambulância, por bombeiros, três horas depois.

Esta manhã, a PJ revelou que recolheu vestígios com intervenção pericial do laboratório de polícia científica, realizou buscas e recolheu suportes técnicos de videovigilância, com a colaboração do Metro de Lisboa, que permitiu apurar a "identificação cabal e inequívoca" dos três suspeitos, como coautores do crime em investigação.

Os detidos estão indiciados pela prática de um crime de homicídio qualificado, roubo e detenção de arma proibida. E serão presentes, esta sexta-feira, a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Instrução de Lisboa, visando a aplicação de medidas de coação julgadas adequadas à gravidade do caso.