Sociedade

Caso EDP. Sócrates levanta suspeitas contra o PSD e o MP

26 fevereiro 2021 18:55

Rui Gustavo

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Jornalista

Miguel Prado

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SUSPEITAS Manuel Pinho, ex-ministro de um dos governos de Sócrates, é o principal arguido de um processo em que o o antigo primeiro ministro declarou guerra ao Ministério Público para poder ser assistente. A palavra final vai ser de Ivo Rosa

alberto frias

O ex-primeiro-ministro quer intervir no processo EDP e aponta para pagamentos que levaram o MP brasileiro a relacionar dinheiro da Odebrecht com a campanha do PSD para as legislativas de 2015

26 fevereiro 2021 18:55

Rui Gustavo

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Miguel Prado

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Sócrates pergunta: “Porque é que não querem que me constitua como assistente?” A questão é dirigida aos procuradores Carlos Casimiro e Hugo Neto, os titulares do processo EDP que se opuseram ao pedido do ex-primeiro-ministro para ser assistente no caso que já está a ser investigado há nove anos e tem como principal arguido Manuel Pinho, ex-ministro da Economia de um dos Governos de Sócrates, e ainda António Mexia e Manso Neto, que lideravam a EDP. “O que leva os procuradores a usar argumentos tão estapafúrdios na oposição ao exercício de um simples direito?”, continua José Sócrates em declarações ao Expresso.

E que argumentos “estapafúrdios” são esses? Na resposta ao pedido de José Sócrates para ser assistente no processo, o Ministério Público alegou que Sócrates estava a “instrumentalizar” essa função, prevista na lei para auxiliar a investigação, apenas para ter acesso “antes de ser chamado” a um processo em que “como bem sabe” é “interveniente” em “parte dos factos que estão a ser investigados”. Está, por isso, a cometer um “abuso de direito”.