Sociedade

“Acabou-se o amor e as versões alteraram-se”: dia 1 do julgamento do homicídio e da profanação do corpo de Diogo Gonçalves

24 fevereiro 2021 21:58

Na primeira sessão em tribunal, Mariana Fonseca quis falar para atribuir à ex-namorada Maria Malveiro Davidachwili a responsabilidade pelo crime. “Se ela dissesse ‘atira-te a um poço que é seguro’, eu atirava-me. Vivia numa bolha cor de rosa”

24 fevereiro 2021 21:58

“Acabou-se o amor e as versões alteraram-se.” João Grade, advogado de defesa de Mariana Fonseca, resumiu desta forma as declarações da jovem de 24 anos no final da primeira sessão do julgamento do homicídio e da profanação do corpo de Diogo Gonçalves, que esta quarta-feira, começou no Tribunal de Portimão. Quando foi detida pela PJ em abril do ano passado, Mariana admitira o crime juntamente com a então namorada Maria Malveiro Davidachwili, 21 anos, detida na mesma altura. Agora, na sala de audiências, quando a relação entre as duas já terminou, Mariana apontou toda a responsabilidade pelo crime a Maria. “Se ela dissesse ‘atira-te a um poço que é seguro’, eu atirava-me. Vivia numa bolha cor de rosa”, explicou para justificar a cumplicidade e o silêncio sobre o crime.