Sociedade

Santuário de Fátima: "Assim que sentimos que havia risco de segurança, encerrámos o recinto"

13 setembro 2020 14:44

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

Santuário de Fatima, à hora da missa

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Pela primeira vez na história, o Santuário de Fátima fechou as portas durante a celebração de uma missa. Apesar de não saber exatamente quantas pessoas estavam no recinto, os responsáveis garantem que não houve violação da distância de segurança e que as portas foram fechadas quando a lotação chegou a um terço

13 setembro 2020 14:44

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

Durante cerca de duas horas, o Santuário de Fátima encerrou as portas e fiéis e peregrinos foram impedidos de entrar e de celebrar a missa que já estava a decorrer desde as dez da manhã de hoje, domingo. O motivo? "O protocolo com a autoridade de saúde define que quando a lotação chega a um terço tem de se fechar as portas e foi o que fizemos, com toda a tranquilidade", explica Carmo Rodeia, do gabinete de comunicação do Santuário de Fátima.

Apesar de nas imagens televisivas ser visível uma grande aglomeração de pessoas, esta responsável garante que não houve violação da distância de segurança. "As imagens aéreas demonstram-no. E assim que sentimos que havia risco de segurança, fechámos as portas".

A missa tinha começado às dez da manhã e "na altura da comunhão", ou seja a meio da cerimónia, o espaço atingiu a lotação máxima.Apesar de não saber exatamente quantos pessoas estavam no recinto, Carmo Rodeia garante que não ocupavam mais do que um terço do recinto.

Carmo Rodeia explica que houve uma confluência entre "peregrinos que vêm do estrangeiro" para a Peregrinção Internacional Aniversária e pessoas que iam "celebrar a missa de domingo", o que provocou a enchente.

A cerimónia decorreu num espaço aberto e "foram deixados apelos constantes para o cumprimento das regras de distanciamento social, chamadas de atenção que foram bem recebidas pela multidão de peregrinos, que se dispersou pelo extenso Recinto de Oração".

A 13 de maio deste ano, no aniversário das aparições, o recinto, também pela primeira vez, nem sequer abriu as portas. Por volta das duas da tarde, já depois do final da missa, o santuário reabriu.