Sociedade

Corpo encontrado no Algarve sem cabeça, sem braços e sem pernas: duas raparigas são as suspeitas do crime

2 abril 2020 18:48

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

Polícia Judiciária deteve duas raparigas de 19 e 23 anos, residentes no Algarve. Não têm antecedentes criminais e estão "socialmente inseridas". Mataram um homem de 21 anos por "interesses financeiros" e depois desmembram o corpo que tentaram esconder.

2 abril 2020 18:48

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista

Duas raparigas de 19 e 23 anos são as suspeitas do homicídio de um jovem de 21 anos, no Algarve. A vítima, Diogo Gonçalves, terá sido morto num quadro de "confrontação física" com as duas raparigas que depois desmembraram e deceparam corpo, tendo partes do corpo sido encontradas nas zonas de Sagres e de Tavira.

Segundo uma fonte policial, uma das raparigas era amiga de Diogo Gonçalves e soube que este tinha recebido "uma avultada quantia financeira". O Expresso sabe que se trata de uma indemnização pela morte da mãe que foi atropelada.

As duas jovens tentaram extorquir o dinheiro ao rapaz e depois houve um confronto que acabou com a morte da vítima há precisamente uma semana.

Segundo o Correio da Manhã, o corpo decepado e sem braços e mãos (que estão por descobrir) foi encontrado na base de uma arriba do Forte do Beliche, em Sagres, Vila do Bispo, enquanto a cabeça foi descoberta no Pego do Inferno, no município de Tavira, a cerca de 150 quilómetros de distância. O automóvel foi deixado abandonado junto ao farol do cabo de São Vicente, Sagres.

De acordo com a Polícia Judiciária, a investigação desenvolvida ininterruptamente desde o aparecimento de partes do corpo da vítima, na região de Tavira, permitiu a recolha de relevantes elementos indiciários, tendo culminado na identificação e detenção das presumíveis autoras, esta quinta-feira.

As detidas, com 19 e 23 anos de idade, residentes no Algarve, social e familiarmente inseridas e sem antecedentes criminais, vão ser presentes a interrogatório Judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

Diogo Gonçalves trabalhava como engenheiro informático no Hotel Vila Vita.