Sociedade

Último balanço mundial: mais de 88.000 infetados com o coronavírus, cerca de 3.000 mortes e mais de 42.000 curados

1 março 2020 18:51

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

anadolu agency / getty

O ponto da situação, lá fora e cá dentro. Taxa de recuperação continua a ser muitíssimo superior à taxa de mortalidade

1 março 2020 18:51

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Nesta altura são já 65 os países afetados com o Covid-19. Até ao momento foram infetadas 88.338 pessoas, morreram 3.001 e 42.728 curaram-se. Trata-se de dados à 18h46 deste domingo e podem ser acompanhados AQUI em tempo real.

Refira-se que a taxa de recuperação das pessoas infetadas é muitíssimo superior à das pessoas que morreram: ao início da madrugada de sexta-feira a contabilidade global estava em cerca de 2800 mortes e 36 mil curados. Mais de 48 horas depois, morreram cerca de mais 200 pessoas e curaram-se quase mais de sete mil.

Este domingo foi anunciado que a epidemia causada pelo novo coronavírus provocou a morte de mais 11 pessoas infetadas no Irão, segundo o Ministério da Saúde do país, elevando o número de mortos no país para 54, o maior depois da China (que registou mais 47 mortes nas últimas horas).

Itália é o terceiro país do mundo e o primeiro da Europa com mais casos de coronavírus, com mais de mil doentes infetados e 29 mortes. O impacto social e económico da doença tem sido elevado. De acordo com o jornal Financial Times, o Governo quer injetar 3,6 mil milhões de euros nos sectores mais afetados da economia para mitigar o impacto da doença, quantia que representa 0,2% da produção económica mas que ainda necessita de luz verde do parlamento italiano e de Bruxelas.

Em França, o museu do Louvre esteve fechado todo o dia de domingo, uma das alturas mais procuradas por turistas, por causa de uma reunião de trabalhadores, preocupados com o Covid-19. Não se sabe se o Louvre vai abrir segunda-feira. Os museus não estão incluídos na ordem do governo francês que proíbe aglomerações de mais de 5 mil pessoas em espaços fechados. Até à noite de sábado, o país tinha 100 casos confirmados da doença.

Em Espanha, o número de infetados tem subido gradualmente e já ultrapassa as 70 pessoas. Entre as pessoas com Covid-19 está o escritor Luis Sepúlveda, que vive em Gijon e que foi internado no Hospital Central das Astúrias, juntamente com a mulher. O autor chileno tinha estado no festival Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim, e já se encontrava com sintomas de gripe.

Por causa deste caso de Luis Sepúlveda, a Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que tem estado em contacto permanente com as autoridades médicas espanholas. Entretanto, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, que organiza o festival, explica que "foi constituído um grupo de acompanhamento" que "seguirá todas as recomendações" da DGS. A organização do festival recomenda que "todos os funcionários/colaboradores que contactaram diretamente, num espaço de um a dois metros, com o autor devem ficar em casa, evitar contactos sociais e seguir os procedimentos da Direção-Geral da Saúde".