A Revista do Expresso

O MH370 desapareceu e nunca mais foi encontrado. Será desta?

3 julho 2022 17:49

Luís Francisco (texto) e Jaime FIgueiredo (infografia)

O desaparecimento do voo Malaysia Airlines 370, a 8 de março de 2014, continua sem respostas, embora ganhe corpo a teoria de suicídio do piloto. Poderá haver uma nova operação de buscas subaquáticas no início de 2023

3 julho 2022 17:49

Luís Francisco (texto) e Jaime FIgueiredo (infografia)

urante cerca de seis horas o aparelho voou a direito, a altitude e velocidade estáveis, mas completamente fora de rota e em silêncio absoluto. Depois, ficou sem combustível e caiu a pique nas águas do oceano Índico austral, com 239 pessoas a bordo. Antes, e já depois de ter apontado a sul, na sequência de várias manobras que o colocavam em zonas de intersecção de cobertura do controlo aéreo, alguns especialistas garantem que se verificaram duas inclinações à esquerda, baixando a asa e abrindo visibilidade para a península de Penang, na Malásia, a terra natal do comandante Zaharie Ahmad Shah. Estaria o piloto a deitar um último olhar para casa antes de se lançar rumo à morte?

A 8 de março de 2014, o voo 370 da Malaysia Airlines que ligava Cuala Lumpur, Malásia, a Pequim, China, saiu da sua rota e desapareceu. Como é que um aparelho moderno, um Boeing 777, simplesmente desaparece, sem deixar rasto? Oito anos depois, continua a haver mais perguntas do que respostas. Este é um dos maiores mistérios da história da aviação. Alguns fragmentos foram encontrados nas costas africanas, mas, apesar de se terem realizado duas grandes operações de busca — as mais caras da história — nas águas do oceano Índico, os destroços ainda continuam por descobrir. E as conclusões preliminares do inquérito deixam muita coisa em aberto, incluindo a possibilidade de se ter tratado de um suicídio do piloto.