Presidenciais 2021

Jerónimo e Ferreira deixam guião contra os “antidemocráticos”: “Não se combatem com políticas que dão espaço à revolta popular”

19 janeiro 2021 0:26

Nuno Botelho

Nuno Botelho

Fotojornalista

nuno botelho

Secretário-geral do PCP foi à campanha de João Ferreira num dia e num espaço simbólico - a Marinha Grande, onde há 87 anos uma revolta de trabalhadores foi esmagada pelo regime de Salazar. Essa memória serviu para explicar como se combatem os novos "projetos antidemocráticos", respondendo aos descontentes. E Ferreira acabou o dia a ouvir alguns deles

19 janeiro 2021 0:26

Nuno Botelho

Nuno Botelho

Fotojornalista

Foi num dia 18 de janeiro, mas de 1934, que centenas de operários e trabalhadores se revoltaram contra as leis laborais do novo regime de Salazar. Apesar de a insurreição ter conseguido grande adesão na Marinha Grande, com os poucos meios de que os manifestantes dispunham e a repressão de que foram, imediatamente, alvo, a revolta acabou esmagada e os participantes condenados a largos anos de prisão. E foi a 18 de janeiro, mas de 2021, que Jerónimo de Sousa e João Ferreira (ao lado de Isabel Camarinha, líder da CGTP) voltaram à Marinha Grande, desta vez para homenagear “os que se levantaram contra o fascismo”, e aproveitar para desenhar um guião de combate aos novos “projetos antidemocráticos”.