Política

Chega pede audição urgente da ministra da Defesa, CEMGFA e outros responsáveis sobre ciberataque

8 setembro 2022 13:39

tiago miranda

O partido também quer ouvir o secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa e o diretor-geral do Gabinete Nacional de Segurança. Segundo o “DN”, o EMGFA foi alvo de um ataque “prolongado e sem precedentes” e os ‘hackers’ terão posto à venda informações classificadas da NATO

8 setembro 2022 13:39

O Chega requer a audição “urgente” da ministra da Defesa Nacional, do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), do secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa e do diretor-geral do Gabinete Nacional de Segurança na sequência das notícias sobre o ciberataque ao Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA). O “Diário de Notícias”, que refere um ataque “prolongado e sem precedentes”, avança que os ‘hackers’ terão posto à venda informações classificadas da NATO na ‘dark web’. Ainda segundo o “DN”, o primeiro-ministro terá sido alertado em agosto pelos serviços secretos norte-americanos, através da embaixada dos EUA em Lisboa.

“Não sendo a primeira vez que casos semelhantes de exfiltração de informações classificadas afetam a reputação e credibilidade de Portugal perante os nossos aliados, urge saber qual a dimensão da quebra de segurança provocada por este ataque”, escreve o grupo parlamentar do Chega no requerimento. O partido pretende também saber “a razão para, aparentemente, [o ataque] não ter sido detetado pelas Forças Armadas, Gabinete Nacional de Segurança e Sistema de Informações da República”. O Chega justifica igualmente o seu requerimento face ao que descreve como uma “gravíssima situação”, que provoca “danos reputacionais irreparáveis à confiança” que os aliados depositam em Portugal.

O Expresso confirmou a informação do “DN” de que a unidade de cibercrime da Polícia Judiciária não está envolvida, pelo menos até ao momento, na investigação a este ciberataque. A operação está a ser liderada pelo gabinete de António Costa, bem como pelo Gabinete Nacional de Segurança e pelos serviços de informações externos (Serviços de Informações Estratégicas de Defesa) e internos (Serviço de Informações de Segurança). Contactado pela agência Lusa, o gabinete do primeiro-ministro, que está a acompanhar diretamente este caso, referiu que, para já, “nada mais tem a adiantar” face àquilo que transmitiu ao “DN”.

“O Governo pode garantir que o Ministério da Defesa Nacional e as Forças Armadas trabalham diariamente para que a credibilidade de Portugal, como membro fundador da Aliança Atlântica, permaneça intacta”, referiu fonte do gabinete de António Costa.