Política

Governo falhou no financiamento: SIRESP deixou de pagar a fornecedores

17 junho 2022 19:52

Vítor Matos

Vítor Matos

Jornalista

José Luís Carneiro tem nas mãos o futuro da rede de comunicações de emergência

mário cruz/lusa

Empresa que gere o sistema de comunicações de emergência avisou o MAI de que modelo de financiamento é de “elevado risco”: em março, a SIRESP SA tinha €10 milhões em falta. E os fornecedores deixaram de receber o ano passado.

17 junho 2022 19:52

Vítor Matos

Vítor Matos

Jornalista

Cinco anos depois das falhas de comunicação que impediram as autoridades de coordenar o socorro à tragédia dos fogos de Pedrógão Grande, o Governo não deu meios financeiros suficientes à empresa do Estado que gere o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) para pagar aos fornecedores que fazem a operação e manutenção da rede.

A administração da SIRESP, S.A., chegou a queixar-se ao Governo de que este modelo de financiamento representa um “elevado risco” para a gestão e manutenção da rede de emergência, usada por polí­cias, bombeiros, INEM ou Proteção Civil: as verbas em falta rondavam os €10,6 milhões em março, segundo as informações da empresa ao Ministério da Administração Interna (MAI), e atingem os €15 milhões no fim deste mês caso não seja feita qualquer injeção por parte do Estado (o MAI não respondeu às perguntas do Expresso sobre esta matéria, enviadas há mais de uma semana). Os custos para cumprir os compromissos dos contratos assumidos até dezembro são da ordem dos €22 milhões.