Política

Partido Pró-Vida vai fundir-se com o Chega

27 agosto 2020 9:19

tiago miranda

Absorção por parte do partido liderado por André Ventura irá ser oficializada em setembro, diz o "Público"

27 agosto 2020 9:19

O Chega vai absorver o Partido Cidadania e Democracia-Cristã (PPV/CDC) na próxima convenção, avança o "Público". A convenção terá lugar em setembro, já depois do PPV/CDC ter integrado as listas do Chega nas eleições legislativas de 2019 e nas europeias em maio do ano passado, numa aliança pré-eleitoral que incluía ainda o PPM. “Há um projecto político comum desde a coligação com o Chega [sob a designação de Basta!] nas europeias. A defesa da família, o fim da ideologia de género nas escolas e a derrota do marxismo cultural são as nossas grandes bandeiras que o Chega defende”, afirmou ao "Público" Manuel Matias, líder do PPV/CDC que nas legislativas foi cabeça de lista em Braga pelo partido liderado por André Ventura, e que faz parte do gabinete do deputado no Parlamento.

O PPV/CDC foi fundado em 2009 e diz inspirar-se na doutrina social da Igreja. Manuel Matias diz que isso não é incompatível com ideias como a castração química de pedófilos ou a pena de morte. “Em nenhum momento André Ventura defendeu a pena de morte, isso foi um mito que se criou. Mas já há pena de morte quando uma criança morre na barriga da mãe sem ser ouvida”, disse o líder do partido que tem uma posição anti-aborto muito vincada. Quanto à castração química, considera-a uma “ajuda” ao pedófilo.

O pequeno partido já se coligou com o PSD e com o CDS em eleições autárquicas. Nas eleições legislativas de 2015 concorreu em quatro círculos eleitorais e obteve 2659 votos, algo como 0,05% do total da votação. Um ano antes, nas europeias, amealhou 11.989 votos, o que significa 0,37% do total.