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Quem é quem na alegada “teia” socialista de Reguengos de Monsaraz?

18.08.2020 às 16h51

Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos acusaram o aparelho socialista de ter responsabilidades diretas na gestão do lar de Reguengos de Monsaraz. Quatro membros do Conselho de Administração e o diretor regional de saúde são do PS

A fachada do Lar Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, em Reguengos de Monsaraz

NUNO VEIGA/ Lusa

A acusação partiu do PSD de Rui Rio e foi esta terça-feira reforçada pelo CDS de Francisco Rodrigues dos Santos: à boleia dos factos imputados pela Ordem dos Médicos à administração do Lar de Reguengos de Monsaraz, onde morreram 18 pessoas vítimas de Covid-19, sociais-democratas e democratas-cristãos apontaram baterias ao poder local e exigiram intervenção imediata de António Costa. O PSD denunciou uma alegada “teia de relações partidárias”, que resulta da “ocupação generalizada das estruturas da administração local e regional por parte do PS” em proporções “insuportáveis”; o CDS aumentou hoje a pressão: “Exige-se a António Costa que meta na ordem o seu Governo e o PS. Portugal não tem donos, o PS não é o Dono Disto Tudo”.

  • Presidente da Administração Regional de Saúde ameaçou médicos que denunciaram falta de condições no lar onde morreram 18 pessoas

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    Relatório da comissão de inquérito da Ordem dos Médicos, ao qual o Expresso teve acesso, indica que José Robalo intimidou médicos com um processo disciplinar depois de estes terem avisado várias vezes para o facto de não haver condições para prestar cuidados aos 84 utentes do lar de Reguengos de Monsaraz onde morreram 18 pessoas. José Robalo confirma ao Expresso que levantou “a possibilidade de um processo disciplinar”, dizendo que os médicos se recusaram a trabalhar. O Ministério Público está a investigar o caso e já recebeu este relatório, o mesmo que a ministra da Segurança Social confessou que não tinha lido mas o Presidente da República sim

  • 18 mortes em lar de Reguengos: “crime humanitário”, “não se pode repetir”, “onde está a ministra?” e uma entrevista fundamental

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    “Covid. Lar de Reguengos onde morreram 18 pessoas não cumpria orientações da DGS - relatório já foi enviado para o Ministério Público”, titulou o Expresso quinta-feira a propósito do sucedido num lar em Reguengos de Monsaraz. A conclusão é de uma auditoria da Ordem dos Médicos e no dia a seguir o Ministério Público disse mesmo que ia investigar. Nessa mesma sexta-feira, Filipa Lança, coordenadora da comissão de inquérito da Ordem dos Médicos ao caso de Reguengos, dizia ao Expresso que “em última instância também a DGS é responsável” pelas mortes no lar. Esta terça-feira, e a pedido do Expresso, vários partidos reagiram, sendo o CDS o mais acutilante - fala em “crime humanitário”. A atuação da ministra da Segurança Social e do próprio Governo tem sido particularmente questionada. Veja o que cada partido disse e leia a fundamental entrevista a Filipa Lança. Morreram 18 pessoas