Política

Costa, Sánchez, Marcelo e rei reabrem fronteiras

13 junho 2020 10:00

David Dinis

David Dinis

Director-adjunto

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

nuno botelho

Líderes dos dois países da Península Ibérica tentam mostrar uma reabertura coordenada depois de tempos de tensão

13 junho 2020 10:00

David Dinis

David Dinis

Director-adjunto

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A reabertura das fronteiras entre Portugal e Espanha, no dia 1 de julho, terá honras de Estado. Entre Caia e Badajoz estarão o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o rei Felipe VI de Espanha, mas também os dois chefes de Governo, António Costa e Pedro Sánchez. Os líderes dos dois países tentam mostrar uma reabertura coordenada, como foi a decisão de fecho em março. A tensão sobre a data de reabertura foi ultrapassada.

O encerramento da fronteira na Península Ibérica foi um passo coordenado entre Costa e Sánchez quando a pandemia atingiu em cheio Madrid. O caso foi amplamente elogiado na Europa, porque ocorreu quando vários países anunciavam fechos unilaterais. E correu bem até há cerca de um mês, quando Sánchez anunciou que a 15 de julho seria dada luz verde a quem quisesse entrar em Espanha, respeitando uma quarentena obrigatória de 15 dias. Mas a decisão não foi coordenada com Portugal, que logo se apressou a fechar um acordo diferente com França: abrir portas aos portugueses em julho, sem quarentena.

Demorou poucos dias até que Espanha recuasse: 1 de julho, sem condições.
Até há pouco tempo havia no Executivo português quem manifestasse dúvidas sobre as vantagens de deixar entrar turistas vindos de Espanha, sabendo que o país vizinho é na Europa um dos mais afetados pelo surto. Aliás, nas negociações bilaterais em curso Portugal deu prioridade a países que têm situações mais estáveis — mostrando consciência coletiva dos riscos de transmissão da doença, como os países nórdicos.

O Governo tem procurado garantir nas negociações em curso que Portugal é um destino seguro. “Para a retoma do turismo intraeuropeu será necessário que estejam claramente definidas as regras de segurança aplicáveis, o que Portugal já fez; e que existam medidas de controlo sanitário, que passam, entre outros aspetos, pela garantia de que os sistemas de saúde têm capacidade de resposta, o que Portugal manifestamente tem”, explicou há duas semanas o Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Expresso.