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Política

César assume que foi “penoso” trabalhar com a esquerda e faz das europeias primeira volta das legislativas

Sem nunca falar em Catarina Martins ou Jerónimo de Sousa, o líder parlamentar do PS deixou críticas à esquerda, assumiu os créditos da governação e deixou um aviso: próximas europeias são “sufrágio indireto” do Governo socialista

Se dúvidas houvesse de que estas eleições europeias estão a ser vistas como a antecâmara das legislativas, Carlos César fez questão de desfazê-las: a governação socialista será “indiretamente sufragada” a 26 de maio e o teste de algodão para saber “se vale ou não vale a pena dar força” PS, assumiu o presidente e líder parlamentar do partido.

Num jantar-comício em Portalegre, onde os socialistas cumprem as suas jornadas parlamentares, César não hesitou em assumir a pressão de ganhar as europeias e de ganhar por muito, mesmo que isso signifique uma pré-avaliação do Governo de António Costa. O objetivo é claro: em eleições tradicionalmente menos concorridas, os socialistas querem fazer da corrida às europeias um julgamento dos méritos do Executivo e aumentarem as hipóteses de Pedro Marques, cabeça de lista do PS.

E foi isso que César tentou fazer ao longo do seu discurso. Falar das conquistas da legislatura, ao mesmo tempo que reclamava os créditos da governação para o PS, isolando a direita e afastando os parceiros de esquerda. “Esta foi uma legislatura trabalhosa porque contámos com a negação da oposição e a negação da posição. Tivemos o dobro do trabalho e tivemos de trabalhar muito penosamente com aqueles que nos diziam apoiar. Mas conseguimos aquilo que queríamos”, sublinhou César.

Sem nunca nomear Bloco de Esquerda e PCP, o líder do grupo parlamentar do PS deixou um último apelo a todos os socialistas. “Não se perturbem com os ataques que nos são feitos. Ataques de todo o lado”, pediu. A pré-campanha vai aquecendo.

Pedro Marques desafia Rangel e Melo

Convidado de honra dos deputados socialistas nestas jornadas parlamentares em Portalegre, Pedro Marques acabou por encerrar o período de intervenções em modo ‘mostrar obra feita’. Falando para os militantes de Portalegre (ele que foi eleito deputado por este círculo), o ex-ministro do Planeamento e das Infraestruturas recordou as obras feitas, em curso e projetadas para o distrito para provar o seu ponto: ao contrário de Paulo Rangel e Nuno Melo, tem trabalho e obra para mostrar.

“Não lhes conheço trabalho relevante, mas têm mostrado muita curiosidade com o meu trabalho. Pois que vão lá ver”, desafiou o cabeça de lista do PS às europeias, já depois de ter acusado Rangel e Melo de terem aplaudido o “Governo de direita que encerrava o interior”.

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