Opinião

Mourinho é uma boa solução para a Seleção Nacional?

23 dezembro 2022 3:12

Depois do Mundial do Catar, e da saída de Fernando Santos, quem se seguirá ao leme da equipa das quinas?

23 dezembro 2022 3:12

SIM Adeptos de uma seleção que tem Dalot, Nuno Mendes, Otávio, Vitinha, Bruno Fernandes, Bernardo Silva e Rafael Leão, entre muitos outros jogadores de grande nível, sabem que é possível fazer melhor e percebem que com Mourinho ficaremos sempre mais perto da vitória. Na definição do próprio, ser treinador é melhorar os jogadores e, a partir daí, fazer com que joguem como equipa. Não é ainda a altura de fazer o melhor 11, mas matéria-prima não faltará para obrigar um treinador com ambição a assumir a responsabilidade de ser candidato a ganhar todas as competições de seleções.
José Mourinho é o treinador que pegou no Futebol Clube do Porto a meio de uma época e acabou em terceiro lugar, mas assumiu que ganharia o campeonato no ano seguinte e ganhou, juntando-lhe a Taça de Portugal e a Taça UEFA. No ano seguinte, voltou a ser campeão nacional e ganhou a Champions. Vimos como Mourinho conseguiu fazer com que muitos jogadores se superassem e vimos como, também com o Chelsea e o Inter de Milão, voltou a fazer o que se sabia não ser fácil. Depois, a partir do Real Madrid, tornou-se burguês e está a precisar de regressar às origens.
Mourinho é tão especial e tão autoconfiante que nas equipas que comanda não há espaço para jogadores que se convençam que podem ganhar sozinhos. Mas não há apenas vantagens no relacionamento que ele tem com os jogadores e são conhecidas algumas desavenças motivadas por choque de personalidades. Acontece que a base de recrutamento numa seleção como a de Portugal tem margem de manobra para uma ou outra birra do treinador.

O facto de ser um treinador que apresenta resultados, coisa muito diferente de jogar para o empate à espera que a sorte traga a vitória, também faz de Mourinho o candidato certo para o lugar de treinador da seleção. As equipas de Mourinho têm identidade, o treinador transmite-lhes uma ideia de jogo, mas nunca entram em campo sem conhecerem muito bem as fragilidades da equipa adversária. Para evitar ser vítima do seu próprio veneno, Mourinho começa por preparar as suas equipas a serem eficazes na defesa.