Opinião

XVIII - Uma história do arco da velha (3)

No terceiro e último capítulo, o Zé dos Anzóis defende-se e afirma que a menina dos olhos do Silva dos Plásticos não é lá grande espingarda nem flor que se cheire e que a encontrou quando andava a laurear a pevide para desopilar

16 abril 2020 18:02

Tudo aconteceu porque eu caí no conto do vigário de um gandulo que me vendeu gato por lebre e me fez passar as passas do Algarve, ficar sem cheta e andar teso que nem um carapau. Eu tinha ido laurear a pevide para desopilar, estava numa fossa, de monco caído e de orelha murcha. Até pensei em pendurar as botas e ir morrer longe, e ia indo mesmo quando a ai Jesus do nosso manda-chuva quase me passou a ferro ao surgir na esgalha com a sua banheira cor de burro quando foge. Vinha com a corda toda, à rédea larga e de vento em popa. Mal me viu, estacionou à má fila, mandou-me uma oftálmica, piscou-me o olho, arreganhou a tacha e, depois, em vez de um passou-bem, deu-me uma grande bacalhauzada e um chocho como manda a sapatilha.

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