Lusa

Presidenciais: Catarina Martins apela ao voto sem esquecer regras de segurança

17 janeiro 2021 12:44

miguel a. lopes/lusa

A líder do Bloco de Esquerda apelou hoje aos portugueses para que cuidem da democracia indo votar, mas com cumprimento de todas as indicações de segurança. Catarina Martins foi uma das pessoas que votou antecipadamente

17 janeiro 2021 12:44

"Cuidemos da saúde, cumprindo todas as indicações. Cuidemos da democracia, vindo votar com toda a segurança e com as indicações que são dadas para permitir proteger a saúde pública", declarou esta manhã Catarina Martins, depois de ter votado para o próximo Presidente da República no regime de voto antecipado em mobilidade.

Depois de ter estado uma hora na fila da Escola Secundária Almeida Garrett, em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto, para exercer o seu direito de voto para as próximas eleições presidenciais, o líder do BE assumiu que Portugal estava a viver um "momento muito complicado do ponto de vista pandémico" e por isso decidiu destacar o apelo ao voto, mas com toda a gente a cumprir as indicações.

"Todos somos também responsáveis de cuidar da saúde pública", disse aos jornalistas depois de votar e destacando um "agradecimento" a todas as pessoas que hoje estão nas mesas de voto, que estão a organizar o voto, que estarão também no dia 24.

"Fazem um trabalho muito importante para a democracia, num contexto muito difícil e julgo que merecem este enorme agradecimento de todos nós".

Esta manhã, junto à Escola Secundária Almeida Garrett, havia várias filas de pessoas no exterior a aguardar no mínimo uma hora para conseguirem votar.

Catarina Martins considerou que o voto antecipado teve "muito mais gente a inscrever-se do que costuma ter", referindo que há também regras diferentes para promover a possibilidade do uso do voto antecipado.

"Tem uma importância dupla. Por um lado, permite que mais pessoas votem, por outro lado permite melhor proteção da saúde, porque se organiza o dia da votação em dois dias e evita-se deslocações desnecessárias", considerou.

A líder dos bloquistas lembrou que as "taxas de abstenção não podem ser comparadas exatamente com as do ano passado", porque os cadernos eleitorais estão neste momento com o "registo de todas as pessoas que estão a viver fora do país".

"É importante saber quantas pessoas vêm votar e é importante que haja mais gente a votar, a exercer o seu direito de voto, porque a democracia é muito importante, é muito frágil e não dispensa ninguém", concluiu, reiterando o apelo para que as pessoas tenham todos os "cuidados de saúde" para votar em segurança.

As eleições presidenciais realizam-se em plena epidemia de covid-19 em Portugal em 24 de janeiro, a 10.ª vez que os cidadãos portugueses escolhem o chefe de Estado em democracia, desde 1976. A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro.

Há sete candidatos: o incumbente Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o deputado único do Chega, André Ventura, o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e "Os Verdes"), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva (presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar).