Guerra na Ucrânia

Hackers pró-Rússia criam “caos” no Ocidente: a guerra cibernética está cada vez mais perigosa

23 abril 2023 19:00

Tiago Soares

Tiago Soares

textos

Jornalista

Os três grupos de hackers mais ativos consideram-se “ativistas” do Kremlin e já lançaram mais de 2 mil ataques contra entidades ocidentais só nos primeiros três meses do ano. Empresas e serviços públicos estão entre os alvos

23 abril 2023 19:00

Tiago Soares

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Jornalista

Harv Xavier considera-se um “hacktivista”, um neologismo que junta hacker e ativista. Fala com o Expresso a partir de Kiev, onde está a participar numa ciberguerra que é tão antiga quanto a invasão da Ucrânia pela Rússia. “Voluntariei-me para o IT Army há um ano para ajudar a proteger infraestruturas críticas dos ataques russos, e para conduzir missões de espionagem contra a ciberguerra russa”, explica Xavier, também conhecido online como Von Harvix.

O “IT Army da Ucrânia” não faz parte das Forças Armadas ucranianas, mas tem sido essencial para contrariar a avalanche de ataques informáticos de grupos pró-russos contra Kiev, e que têm sido capazes de roubar informação e “atrasar a entrega de comida, medicamentos e assistência humanitária”, diz Harv. Pelas suas contas, os grupos de hackers pró-Kremlin aumentaram os seus ataques contra a Ucrânia em 250% desde 2020 — e triplicaram contra países da NATO.