Guerra na Ucrânia

Putin muda de estratégia: o frio e a recessão são as novas armas, porque o curso da guerra prova que "a única potência militar são os EUA"

12 outubro 2022 8:12

Vladimir Putin

epa

Uma vingança orquestrada para causar o caos em vários territórios da Ucrânia, mas também uma demonstração de fraqueza e desespero: é assim que analistas ouvidos pelo Expresso definem os últimos ataques sangrentos contra civis e infraestruturas civis ucranianas. O fim de Putin - pressionado pelas elites do país - começa a ser mais do que uma miragem temível para o Presidente russo

12 outubro 2022 8:12

Putin “desesperado” é “mais perigoso”, têm repetido os analistas militares durante os mais de sete meses de invasão. Edifícios residenciais danificados, um parque e uma universidade atingidos e a imagem ensanguentada de civis ucranianos nas ruas confirmam a teoria. O que se passou na segunda-feira revelou, de acordo com investigadores ouvidos pelo Expresso, a falta de estratégia (e de meios para a pôr em prática) de Moscovo. Foi o mais amplo ataque contra civis desde os primeiros dias de invasão russa: Vladimir Putin deixou a sua assinatura numa série de explosões de mísseis contra cidades ucranianas, entre as quais o coração de Kiev, Lviv, Dnipro e várias outras localidades distantes da linha da frente dos combates. Uma retaliação contra o “ato terrorista” de fazer explodir parte da ponte Kerch, argumentou o Presidente russo, mas analistas que seguem o regime e a atividade militar no terreno veem o que aconteceu na travessia entre Crimeia e a Rússia como um golpe embaraçoso, difícil de engolir. Os ataques à Ucrânia foram uma resposta aos críticos internos e uma tentativa de apaziguar os ânimos exaltados pela série de derrotas no campo de batalha.