Brasil

Brasileira Americanas deve 7,4 mil milhões de euros a quase 8 mil credores

25 janeiro 2023 16:23

A gigante do retalho brasileiro Americanas deve cerca de 7,4 mil milhões de euros a quase 8 mil credores nacionais e estrangeiros, entre os quais a Samsung (215 milhões de euros) e a Nestlé (45,8 milhões de euros), além da banca

25 janeiro 2023 16:23

A gigante do retalho brasileiro Americanas, que pediu recuperação judicial na semana passada, declarou esta quarta-feira que deve 41,2 mil milhões de reais (cerca de 7,4 mil milhões de euros) a quase 8 mil credores nacionais e estrangeiros.

A lista de credores inclui grandes fornecedores multinacionais, como a Samsung (215 milhões de euros) ou a Nestlé (45,8 milhões de euros).

No entanto, as maiores dívidas da empresa são com bancos, incluindo o espanhol Santander (653 milhões de euros), o Bradesco (807 milhões de euros) e o alemão Deutsche Bank (918 milhões de euros).

A gigante do retalho brasileiro acumula ainda dívidas com bancos públicos e outras entidades estatais, bem como com dezenas de autarcas, segundo a lista de credores enviada nesta quarta-feira às entidades reguladoras no âmbito do processo aberto para evitar a falência da empresa.

A Americanas, dona da rede de lojas Lojas Americanas, uma das maiores do Brasil, anunciou no dia 11 de janeiro que identificou mal-parado de cerca de 3,5 mil milhões de euros, que levaram à renúncia do conselho de administração da empresa.

Na última quinta-feira, a empresa entrou com o pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que o acolheu de imediato.

A recuperação judicial, garantida pela lei de falências, é um mecanismo para evitar a falência e estipula prazo de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período, para quitar dívidas com credores, mas permite a atuação de empresas durante o processo.

Desde a descoberta do rombo contabilístico, o valor de mercado da Lojas Americanas caiu na Bolsa de Valores de São Paulo com impactos negativos no preço de setores credores como o bancário, tanto público quanto privado, a que poderiam estar expostos.

Por isso, o mercado de ações decidiu retirar os papéis da empresa do mercado tendo em vista o Ibovespa e outros índices acionários desde a última sexta-feira.