Brasil

Sou brasileiro, com muito orgulho: viagem ao âmago do movimento pró-Bolsonaro

21 janeiro 2023 11:07

Christiana Martins

Christiana Martins

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Jornalista

sergio lima/afp via getty images

Depois de um domingo infame, em que a democracia foi violada e os símbolos nacionais vilipendiados, os mais extremistas dos bolsonaristas sofreram um golpe. Para já, lambem as feridas, mas vão reorganizar-se

21 janeiro 2023 11:07

Christiana Martins

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Jornalista

Começou tranquilo o domingo de 8 de janeiro e foi “um detalhe sórdido” que fez George Marques despertar para o caos: “a dor de barriga apertou” e o jornalista foi resolver o problema. Para se entreter, abriu o Twitter e logo percebeu que a anunciada manifestação estava a transformar-se numa histórica invasão. Noutro ponto de Brasília, Michel, careca, baixo, de olhar manso, ajeitou a t-shirt da seleção, saiu do QG de Brasília junto com a turba. Ana Priscila Azevedo acabou a maquilhagem, enrolou-se numa grande bandeira verde e amarela e agarrou o telemóvel. Longe dali, em Araraquara, estado de São Paulo, Lula da Silva abraçava uma família enlutada pela mais recente enxurrada. Ainda era cedo na Florida mas Jair Bolsonaro e Anderson Torres já antecipavam um dia animado. Na Praça dos Três Poderes, uma vendedora ambulante ajeitou as garrafas de água e cerveja e o homem do algodão doce cor de rosa estava quase a chegar. Ele e milhares de outros homens e mulheres concentravam-se no centro político da capital desenhada a régua e esquadro. Naquele momento, a violação da democracia brasileira já estava em curso, mas, no fim do dia nefasto, ao entrar em palco no Rio de Janeiro, Chico Buarque disse com autoridade: “Viva a democracia.”

Este é um artigo do semanário Expresso. Clique AQUI para continuar a ler.