Brasil

Lula da Silva pisa no acelerador económico. Mas o teto da inflação é um travão

21 janeiro 2023 19:03

Os ministros brasileiros das Finanças (Fernando Haddad) e do Ambiente (Marina Silva) no Fórum Económico Mundial em Davos

fabrice coffrini/getty images

Lula quer aumentar teto da inflação para não “arrochar” a economia. À conquista de investimento, Marina Silva e Fernando Haddad, desdobram-se em contactos intervenções no Fórum de Davos, uma das mais importantes cimeiras da economia mundial

21 janeiro 2023 19:03

Na semana em que Lula da Silva defendeu o aumento do teto da inflação para não “arrochar” a economia, a ministra do Ambiente, Marina Silva, e o ministro da Fazenda (Finanças), Fernando Haddad, foram a Davos promover o Brasil junto dos dirigentes políticos e investidores internacionais que participaram no Fórum Económico Mundial, que termina esta sexta-feira. Em Brasília, uma dolorosa crise renal marcou a tarde de quarta-feira do presidente do Parlamento. Arthur Lira, de 53 anos, que foi transportado para o Hospital DF Star para ser submetido a tratamento.

A saúde de Lira é relevante, porque a eleição para as presidências do Parlamento e do Senado vai realizar-se nas primeiras semanas de fevereiro. Tudo indica que Lira — uma das primeiras figuras políticas a condenar os ataques de 8 de janeiro contra as sedes dos poderes executivo, legislativo e judicial — será reeleito. O cenário é mais incerto no Senado, sendo vital “saber quem será o próximo presidente desta câmara para perceber como irá funcionar a articulação com o Governo do Presidente Lula da Silva”, explica ao Expresso o politólogo Fabiano Santos. Os dois candidatos que reúnem mais apoios são o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco — que pode mobilizar 55 a 60 votos (o mínimo para ser eleito são 41) —, e o ex-ministro do Desenvolvimento Regional de Jair Bolsonaro Rogério Marinho, que está em campanha para chegar aos 44 votos.