Depois de décadas de restrições ao tamanho das famílias, a China enfrenta uma quebra populacional. Em entrevista ao Expresso, ativista feminista chinesa Lu Pin explica que a política do filho único levou a que haja menos mulheres em idade reprodutiva na China. Aponta que o Governo comunista “não tem vontade política de reverter a desigualdade de género”
Envelhecida, em declínio e proporcionalmente desequilibrada entre sexos: assim se pode descrever a população na China. As medidas de encorajamento das famílias para terem um segundo ou terceiro filho não se refletem nas estatísticas de natalidade. Como é que a desigualdade de género contribui para este fenómeno?
“Somos a última geração, obrigado.” Foi esta a resposta dada por um jovem que se recusava a ser levado para quarentena, quando um polícia o alertou de que tal comportamento teria consequências na sua família por três gerações. O vídeo do incidente tornou-se viral em 2022, mas, ganha renovada importância face às recentes informações. O ano passado foi o primeiro, em mais de meio século, em que a China registou um declínio populacional.
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