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Fuga de informação no Pentágono: suspeito chama-se Jack Teixeira, é lusodescendente, tem 21 anos e já foi detido

Jack Teixeira
Jack Teixeira
Facebook de Jack Teixeira

Documentos secretos sobre envolvimento dos EUA na guerra da Ucrânia foram divulgados ao longo de vários meses num grupo da plataforma online Discord liderado por um militar de 21 anos

O líder do grupo onde os documentos secretos norte-americanos sobre o envolvimento na guerra da Ucrânia foram divulgados é membro da Guarda Aérea Nacional dos EUA. Segundo noticia o “New York Times”, os documentos foram divulgados ao longo dos últimos meses num grupo privado online na plataforma Discord, denominado “Thug Shaker Central”.

O moderador deste grupo é Jack Teixeira, um membro do ramo de informações da Guarda Aérea Nacional do Massachusetts. Segundo a CNN Portugal, que cita Francisco Viveiros, presidente da Casa dos Açores de Fall River, o jovem de 21 anos é lusodescendente, mas não tem dupla nacionalidade. O avô será natural de São Miguel, Açores.

Horas após a divulgação da notícia, o FBI confirmou em comunicado que ""fez uma detenção e continua a conduzir atividades policiais autorizadas numa residência em North Dighton, Massachusetts”.

O procurador-geral dos EUA também confirmou a detenção do militar “em ligação à investigação a uma suposta remoção, retenção e transmissão não autorizada de informações classificadas de defesa nacional”. Segundo Merrick Garland, a detenção aconteceu ”sem incidentes", como mostram as imagens captadas pela Sky 5.

Jack Teixeira deverá ser presente ao Tribunal Federal Distrital do Massachusetts ainda esta quinta-feira.

Segundo o “New York Times”, a descrição feita do caso pelo procurador-geral dos EUA indica que o militar Jack Teixeira deverá ser acusado ao abrigo da “Lei de Espionagem” (18 U.S.C. 793).

A lei criminaliza a remoção, retenção e transmissão de documentos classificados que possam ser usados para prejudicar os EUA ou auxiliar um adversário estrangeiro, explica a publicação norte-americana. As penas previstas vão até dez anos de prisão por cada documento divulgado – no caso, e ainda segundo o “New York Times”, o total pode ser superior a 100.

De acordo com a investigação da publicação norte-americana, o grupo online moderado por Teixeira tinha 20 a 30 membros, a maioria jovens e adolescentes. O grupo formou-se durante a pandemia e centrava-se sobretudo em conversas sobre armas, memes racistas e videojogos.

Nesta linha, os primeiros documentos a serem divulgados no servidor - centenas de páginas de briefings dos serviços secretos - foram partilhados por um membro que repreendia os outros e defendia a necessidade de prestar atenção aos eventos mundiais.

[notícia atualizada às 19h51 com informação sobre a detenção e às 20h28 com declarações do procurador-geral]

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