Internacional

Prevenção é a melhor arma para recuperar de um sismo, corrupção a principal ameaça

11 fevereiro 2023 11:52

Tiago Soares

Tiago Soares

Jornalista

Tapis Rouge é um dos espaços públicos construídos pelo ateliê de arquitetura EVA Studio, em Carrefour-Feuilles, Port-au-Prince (Haiti), fortemente atingida pelo sismo de 2010. É um dos exemplos da exposição 'Retroactivar', da Trienal de Arquitetura de Lisboa

etienne pernot du breuil/eva

Segurança dos edifícios e fiscalização são armas mais fortes para combater desastre natural. Há mais vítimas mortais nos países com altos índices de corrupção

11 fevereiro 2023 11:52

Tiago Soares

Tiago Soares

Jornalista

Poucos dias após o sismo que abalou os Açores a 9 de julho de 1988 (magnitude de 5,8 na escala de Richter), um grupo de engenheiros civis saiu de Lisboa para apoiar a proteção civil. Uma das prioridades era aferir se escolas e igrejas estavam em risco de desabar. “Estava no ­Faial e uma das igrejas tinha fendas na parte frontal. Achei que deveria interditá-la, mas as pessoas insistiam que não. Só mais tarde percebi porquê: a igreja era o centro da vida social daquela aldeia, sem ela deixavam de ser uma comunidade”, conta ao Expresso o perito em sismos Mário Lopes, do Instituto Superior Técnico (IST).

Segundo as Nações Unidas, mais de 125 milhões de pes­soas foram afetadas por sismos entre 1998 e 2017, incluindo feridos e desalojados. Outras 750 mil morreram. “Os riscos para a saúde podem variar conforme a magnitude do terramoto e a natureza das construções”, nota a Organização Mundial de Saúde. As consequências para a saúde física e mental conti­nuam “a longo prazo”.