Internacional

“O nosso tempo vive uma grave carestia de paz”, diz o Papa num apelo ao fim da guerra na Ucrânia

VATICANO. Desde a mítica janela voltada para a Praça de São Pedro, em Roma, o Papa Francisco leu a tradicional mensagem de Natal
VATICANO. Desde a mítica janela voltada para a Praça de São Pedro, em Roma, o Papa Francisco leu a tradicional mensagem de Natal
Reuters

Francisco apelou ainda à retoma do “diálogo” entre israelitas e palestinianos, assim como uma “convivência fraterna” entre credos diferentes no Médio Oriente

O Papa Francisco lamentou este domingo a guerra “sem sentido” na Ucrânia, que já se prolonga há 10 meses, e apelou ao fim do conflito no país e noutros pontos do mundo.

“Que o nosso olhar se preencha com os rostos dos nossos irmãos e irmãs ucranianos que estão a viver este Natal no escuro, no frio ou longe de casa, devido à destruição causada por dez meses de guerra”, afirmou Francisco, durante a leitura da mensagem de Natal a partir da janela da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

“O Senhor torna-nos disponíveis e prontos para gestos concretos de solidariedade, a fim de ajudar todos os que sofrem. Ilumine a mente de quantos têm poder para fazer calar as armas e pôr termo imediato a esta guerra insensata”, acrescentou.

Infelizmente, sublinhou, prefere-se ouvir outras razões ditadas pelas “lógicas do mundo”: "mas a voz do Menino quem a escuta?”, questionou. “O nosso tempo vive uma grave carestia de paz, também noutras regiões, teatros desta Terceira Guerra Mundial”, prosseguiu Francisco, apontando para os exemplos da Síria e da Terra Santa.

“Pensemos na Síria, ainda martirizada por um conflito que passou para segundo plano, mas ainda não acabou. E a Terra Santos, onde aumentaram nos últimos meses os confrontos com mortos e feridos”, observou.

O Papa apelou ainda à retoma do “diálogo” entre israelitas e palestinianos, assim como no Médio Oriente para uma “convivência fraterna” entre credos e religiões diferentes. Ações que diz só serão conseguidas com a “força da fraternidade” e da “solidariedade”. Além de ler a mensagem de Natal, o Papa deu esta manhã a tradicional benção “Urbi et Orbi” a partir da Basílica de S. Pedro, com milhares de fiéis a assistir na Praça.

No sábado, Francisco também lamentou as guerras durante a Missa do Galo, que disse ser fruto de uma “Humanidade insaciável de dinheiro” e “poder”: “Quantas guerras! E em muitos sítios, ainda hoje, a dignidade e a liberdade são pisadas. E as principais vítimas da voracidade humana são sempre os frágeis, os fracos”, criticou.

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