A União Europeia (UE) afirmou que o “uso generalizado e desproporcionado da força” contra manifestantes no Irão é “injustificável e inaceitável”, após nove dias de protestos contra a morte de uma jovem detida pela polícia da moralidade.
Numa declaração em nome da UE, o chefe diplomático da União, Josep Borrell, também condenou “a decisão das autoridades iranianas de restringir drasticamente o acesso à internet e de bloquear as plataformas de mensagens instantâneas”, o que “constitui uma violação flagrante da liberdade de expressão”.
“A União Europeia continuará a examinar todas as opções à sua disposição, antes do próximo Conselho (de ministros dos Negócios Estrangeiros), à luz da morte de Mahsa Amini e da forma como as forças de segurança iranianas responderam às manifestações que se seguiram”, advertiu Borrell, sem especificar.
Os protestos começaram em 16 de setembro, no dia em que Mahsa Amini, que foi presa em 13 de setembro em Teerão por “usar vestuário inadequado” na República Islâmica, onde o código de vestuário para as mulheres é rigoroso, morreu.
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