Internacional

Presidente da comissão do bicentenário do Senado pede desculpas pela ausência de Bolsonaro

8 setembro 2022 15:57

andressa anholete/getty images

A informação de que Jair Bolsonaro tinha cancelado a sua presença na sessão solene do Congresso brasileiro para celebrar os 200 anos da independência do Brasil foi adiantada a cerca de 20 minutos do início da cerimónia

8 setembro 2022 15:57

O presidente da comissão do bicentenário do Senado brasileiro pediu na quinta-feira desculpas aos chefes de Estado estrangeiros, entre os quais Marcelo Rebelo de Sousa, pela ausência não justificada e sem mensagem por parte do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

“Peço desculpas aos chefes de Estado estrangeiros e às missões diplomáticas pela ausência e não encaminhamento de nenhuma mensagem da parte do atual magistrado do Estado da Nação”, afirmou Randolfe Rodrigues.

A informação de que o Presidente brasileiro tinha cancelado a sua presença na sessão solene do Congresso brasileiro para celebrar os 200 anos da independência do Brasil aconteceu a pouco menos de 20 minutos de a cerimónia oficial começar.

Este cancelamento surge um dia depois de o Presidente brasileiro ter participado em Brasília e no Rio de Janeiro nas maiores cerimónias, desfiles e manifestações do bicentenário da independência, que foram acusadas de se terem transformado num comício político de Jair Bolsonaro, a menos de um mês das eleições presidenciais, e que foram alvo de várias críticas por grande parte dos quadrantes políticos.

Discursando perante várias figuras dos três poderes brasileiros poderes e ainda perante os chefes de Estado de Portugal, Guiné-Bissau e Cabo Verde e os representantes de restantes países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Randolfe Rodrigues afirmou que “a celebração do 07 de setembro é de todos, não de uma fação, de uma parte”. “Perdemos o caminho que nos foi outorgado”, disse.

O também líder da oposição no senado e um dos coordenadores da campanha de Lula da Silva à presidência leu ainda uma mensagem por parte do ex-presidente brasileiro.

“A minha indignação é ainda maior e acredito que a de todas as pessoas deste país é ainda maior quando uma data nacional que deveria celebrar a união de todos os brasileiros é utilizada por alguns para espalhar o ódio e o atentado à democracia. Democracia, nestes 200 anos, a maior conquista que nós tivemos”, declarou.