Internacional

O Expresso na campanha de Lula da Silva: "Gostaria de ser amado por todos, mas até em casa, na mesa de jantar, você é rejeitado"

22 agosto 2022 20:41

carla carniel

Em pré-campanha para as presidenciais de outubro, Lula da Silva falou à imprensa estrangeira em São Paulo. Sem mencionar Bolsonaro por uma vez, defendeu que o Brasil está hoje isolado no plano internacional - "não conversa com ninguém e ninguém quer conversar com ele" -, que é necessária uma renovação da ONU para que a organização tenha força "para intermediar conflitos" e que acabar com a fome é a prioridade. “O Brasil é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo e vocês todos têm visto a quantidade de pessoas que dormem nas ruas", frisou. Em resposta ao Expresso, desvalorizou ainda a sua atual taxa de rejeição - de 37%, de acordo com a última sondagem do Instituto Datafolha - e chegou a passar uma mensagem romântica: "O meu lema nesta campanha será fazer o ódio perder para o amor”

22 agosto 2022 20:41

Fazer com que o Brasil retome o protagonismo internacional, lutar para a renovação das Nações Unidas, mediar a paz na Ucrânia e tornar realidade o acordo UE-Mercosul foram desejos expressos pelo ex-Presidente Lula da Silva, caso seja eleito nas presidenciais deste ano. Em sua primeira entrevista coletiva à imprensa estrangeira, no Hotel Intercontinental de São Paulo, falou durante uma hora e meia. Duas horas antes do início todas as emissoras de televisão brasileiras já estavam posicionadas para gravar imagens, apesar de não terem direito a perguntas.