Internacional

Nicola Sturgeon quer fazer segundo referendo sobre independência da Escócia em outubro de 2023

28 junho 2022 16:13

Mara Tribuna

Mara Tribuna

Jornalista

A primeira-ministra escocesa disse diante do Parlamento que quer realizar um novo referendo em outubro do próximo ano, para determinar “se a Escócia deve ou não ser um país independente” do Reino Unido

28 junho 2022 16:13

Mara Tribuna

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Jornalista

A data está escolhida: 19 de outubro de 2023. É neste dia que Nicola Sturgeon quer que se realize o segundo referendo sobre a independência da Escócia, informou esta terça-feira a primeira-ministra do país.

Como afirmou a Sturgeon diante do Parlamento, o referendo deve ser legal — é “uma questão de facto, não de opinião” — e o governo escocês vai publicar ainda esta terça-feira o seu projeto de lei.

O objetivo do novo referendo, segundo a governante, passa por “determinar as opiniões do povo escocês sobre se a Escócia deve ou não ser um país independente”. E a questão agora colocada deve ser igual à de 2014: “Deve a Escócia ser um país independente?”.

Em setembro de 2014 aconteceu o primeiro referendo sobre a independência da Escócia face ao Reino Unido. Nessa altura, 55% dos escoceses rejeitarem a separação e 45% que apoiaram a independência.

Há duas semanas, no dia 14 de junho, a primeira-ministra escocesa lançou uma campanha para convocar o referendo número dois sobre a saída da Escócia do Reino Unido. Os dois estão unidos desde 1707.

“Se soubéssemos em 2014 tudo o que sabemos agora sobre o caminho que o Reino Unido iria tomar, tenho certeza de que a Escócia teria votado ‘sim’ na época”, afirmou a nacionalista Nicola Sturgeon, referindo-se ao Brexit.

A chefe de governo escocesa espera que Boris Johnson não 'bloqueie' o desejo do país. E acrescentou: “Lamento profundamente que esta ação seja necessária (...) Ambos nunca chegaremos a um acordo sobre os méritos da independência da Escócia. Mas espero que qualquer democrata concorde que é inaceitável que o povo da Escócia seja impedido de fazer essa escolha, dada a clara maioria para um referendo no parlamento escocês”.

Sturgeon ainda está à espera que o governo britânico conceda a chamada “ordem da secção 30”, que permite ao governo escocês ter o poder legal para realizar um referendo de independência. Assim, tem de haver essa transferência de poderes por parte do Reino Unido para que a Escócia consiga avançar.