Internacional

Turquia ordena detenção de 133 pessoas por suposta ligação ao clérigo Fethullah Gulen

19 abril 2022 13:29

anadolu agency/getty images

As detenções foram ordenadas pelos procuradores-chefes de Ancara e Esmirna, no leste do país

19 abril 2022 13:29

A polícia turca iniciou esta terça-feira duas operações para deter 133 pessoas, incluindo militares, acusadas de pertencer ao movimento do clérigo islâmico Fethullah Gulen, a quem Ancara atribui responsabilidades pelo golpe de Estado fracassado de 2016, referiu a imprensa local. De acordo com a agência de notícias turca Anadolu, as detenções foram ordenadas pelos procuradores-chefes de Ancara e Esmirna (leste do país).

A ordem emitida pelas autoridades de Ancara visa 34 suspeitos, 29 destes funcionários públicos ainda no ativo, em 19 províncias. Por outro lado, a operação ordenada pelo Ministério Público de Esmirna está a ser desdobrada em 31 províncias para deter 99 membros do exército, dos quais 34 são oficiais (31 ainda no ativo), e 65 ex-alunos da academia militar que foram expulsos após a tentativa de golpe.

Após o golpe fracassado ocorrido na noite de 15 para 16 de julho de 2016, o Governo turco deu início a uma purga em diversos organismos estatais e setores da sociedade turca, incluindo nas forças militares e nos tribunais, com a detenção e o saneamento de milhares de pessoas.

As autoridades turcas demitiram mais de 130.000 funcionários e detiveram mais de 100.000 pessoas por supostas ligações ao movimento de Gulen, exilado nos Estados Unidos e igualmente alvo de um mandado de detenção emitido pela justiça turca.

Até 2013, Gulen era um aliado próximo do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, islâmico e conservador), do atual Presidente do país, Recep Tayyip Erdogan.