Internacional

14 imagens e um relato sobre “um incidente de grande dimensão” que pode envolver “tiros e vítimas” na fronteira Bielorrússia / Polónia

8 novembro 2021 19:35

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Frame de vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa polaco mostra migrantes a caminhar na estrada que leva à fronteira com a Polónia
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Frame de vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa polaco mostra migrantes a caminhar na estrada que leva à fronteira com a Polónia

poland's ministry of national defence

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Centenas de migrantes acampam junto à fronteira perto de Kuznica, a 8 de novembro de 2021
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Centenas de migrantes acampam junto à fronteira perto de Kuznica, a 8 de novembro de 2021

handout

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Migrante junto à fronteira na região de Grodno, na Bielorrússia, a 8 de novembro
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Migrante junto à fronteira na região de Grodno, na Bielorrússia, a 8 de novembro

leonid scheglov/belta/handout via reuters

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Migrantes junto à fronteira na região de Grodno, na Bielorrússia, a 8 de novembro
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Migrantes junto à fronteira na região de Grodno, na Bielorrússia, a 8 de novembro

leonid scheglov/belta/handout via reuters

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Migrantes carregam pessoa em maca para ajuntamento na fronteira da Bielorrússia com a Polónia
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Migrantes carregam pessoa em maca para ajuntamento na fronteira da Bielorrússia com a Polónia

leonid scheglov/belta/handout via reuters

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leonid scheglov/belta/handout via reuters

Estima-se que as autoridades fronteiriças bielorrussas encaminharam cerca de mil migrantes, incluindo crianças, para a fronteira com a Polónia - ou seja, para a fronteira com a UE. A Polónia e outros países da UE acusam a Bielorrússia de estar a criar e a escalar uma crise migratória na região - em causa estão as críticas da UE ao presidente Alexander Lukashenko (no poder desde 1994) e as sanções económicas contra o regime bielorrusso

8 novembro 2021 19:35

As autoridades da Bielorrúsia encaminharam esta segunda-feira uma coluna de migrantes para a fronteira com a Polónia. De acordo com o The Guardian, estima-se que o grupo possa incluir até mil pessoas, incluindo famílias com crianças e idosos. A maioria é originária do Médio Oriente. Pelo menos oito pessoas morreram por exposição às baixas temperaturas.

Os videos divulgados pelos media locais mostram guardas da polícia fronteiriça a encaminhar migrantes ao longo de autoestrada que sai da povoação de Bruzgi em direção à floresta que fica ao longo da fronteira com a Polónia, na região de Podlaskie. Nas imagens é ainda possível ver um forte dispositivo das autoridades polacas, que usaram alegadamente gás lacrimogéneo para dispersar alguns grupos que tentaram cortar ou derrubar a vedação de arame farpado que separa os dois países.

Em alguns vídeos divulgados nas redes sociais, os migrantes surgem a entoar "Alemanha", o destino final por muitos desejado. Ao anoitecer, centenas permaneceram no local e montaram acampamentos e acenderam fogueiras em ajuntamentos perto da vedação.

A Polónia e outros países da União Europeia acusam a Bielorrússia de estar a criar e a escalar uma crise migratória na região. Em causa estão as críticas da UE ao presidente Alexander Lukashenko (no poder desde 1994) e as sanções económicas contra o regime bielorrusso.

Uma mulher iraquiana disse ao The Guardian que viajou para a Bielorrússia através de uma agência de viagens, que providenciou o voo para Minsk e o transporte para a fronteira. Este tipo de serviço cobre entre 15 mil e 20 mil euros por pessoa.

A Polónia já decretou o estado de emergência na região e avançou com a construção de um muro de 100 km para travar o fluxo migratório na fronteira oriental. O ministro da Defesa, Mariusz Błaszczak, afirmou esta segunda-feira que 12 mil militares "estão preparados para defender a fronteira polaca". O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que o país vizinho está a tentar causar "um incidente de grande dimensão” que pode envolver “tiros disparados e vítimas".

Desde outubro que a Polónia está a ignorar os pedidos de asilo e a expulsar sumariamente os migrantes. A Bielorrússia está a recusar que estes voltem a entrar no país, deixando aqueles que procuram asilo encurralados entre os dois países. Pelo menos dez pessoas morreram neste impasse, escondidas ao longo dos 400 quilómetros da fronteira com medo de serem devolvidas.