Internacional

Colégio Eleitoral confirma vitória: Joe Biden ultrapassa os 270 votos e é oficialmente Presidente dos Estados Unidos

14 dezembro 2020 22:37

carlos osorio

A vitória de Joe Biden foi ratificada depois de os delegados do Colégio Eleitoral pela Califórnia atribuírem os 55 votos daquele estado ao democrata, que já tinha 247 votos e agora tem 302, de um total de 538

14 dezembro 2020 22:37

O Colégio Eleitoral dos Estados Unidos da América (EUA) validou esta segunda-feira a vitória do democrata Joe Biden nas eleições presidenciais, que com 302 votos ultrapassou o mínimo de 270 necessários para poder ser o 46.º Presidente norte-americano.

A vitória de Joe Biden foi ratificada depois de os delegados do Colégio Eleitoral pela Califórnia atribuírem os 55 votos daquele estado ao democrata, que já tinha 247 votos e agora tem 302, de um total de 538. A decisão foi anunciada em Sacramento, na Califórnia, às 17h29 de Washington, capital dos EUA (22:29 em Lisboa).

Contudo, o Presidente eleito apenas vai ser declarado oficialmente o sucessor do republicano Donald Trump na Casa Branca quando o estado do Havai depositar os seus votos, finalizando o processo de atribuição de votos nos 50 estados norte-americanos.

Os quatro votos do Havai também deverão ser atribuídos a Joe Biden, que, de acordo com as projeções de vários órgãos de comunicação social norte-americanos, entre os quais a CNN, o The New York Times e o The Washington Post, vai terminar este processo com 306 votos do Colégio Eleitoral. Donald Trump arrecadou apenas 232.

Nos Estados Unidos, o Presidente não é escolhido por voto popular, mas por sistema indireto, através do voto dos grandes eleitores, escolhidos em função dos resultados eleitorais e em função da população de cada estado (com os mais populosos a ter direito a mais votos).

Biden venceu em vários estados que lhe atribuíram 306 delegados, superando o mínimo de 270 necessários para ser Presidente.

A cerimónia de tomada de posse de Biden enquanto 46.º Presidente dos Estados Unidos vai ser realizada em 20 de janeiro.

Ainda esta segunda-feira, a equipa de Joe Biden divulgou uma parte de um discurso que o Presidente eleito deverá fazer pelas 19h30 locais de Washington (00h30 em Lisboa).

Sem referir o nome de Trump, Biden 'enterrou o machado' nas alegações injustificadas de fraude eleitoral que o Presidente cessante, o republicano Donald Trump, tem alimentado desde que as primeiras projeções indicavam a vitória do democrata.

"Na batalha pela alma [dos Estados Unidos] da América, a democracia venceu", disse Biden através de um trecho desse discurso divulgado antecipadamente. "A chama da democracia foi acesa há muito tempo neste país. E agora sabemos que nada, nem mesmo uma pandemia ou um abuso de poder, pode apagar essa chama", explicitou o democrata, que vai ser o 46.º Presidente dos EUA, acrescentando que, por isso, é o momento de "virar a página".

Estas alegações de fraude eleitoral perpetrada pelos democratas, que foram acompanhas por inúmeros processos em vários estados considerados fulcrais pelo número de votos no Colégio Eleitoral, e foram ecoadas pela família de Trump, pelo advogado do Presidente cessante, Rudy Giuliani, e por apoiantes.

Na última sexta-feira, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos rejeitou um processo apoiado por Trump para anular a vitória de Biden nas presidenciais.

Apesar de continuar sem reconhecer a vitória do democrata, Trump já esgotou todos os meios possíveis, cuja base assentava em acusações sem evidências, para tentar reverter o resultado das eleições de 3 de novembro.