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Moçambique. Cabo Delgado, o paraíso infernal

14.06.2020 às 8h30

Só nesta semana, os radicais islâmicos decapitaram 11 pessoas no distrito de Macomia

Lázaro Mabunda

Lázaro Mabunda

Jornalista, correspondente em Maputo

As aldeias queimadas e pilhadas deixam as populações sem recursos e à mercê dos atacantes

MARCO LONGARI/AFP via Getty Images

Até há três anos, Cabo Delgado era a província moçambicana do futuro. Com enormes reservas de hidrocarbonetos em exploração, era a província onde se erguiam luxuosas estâncias turísticas que hospedavam e realizavam eventos no contexto de exploração dos recursos naturais.

As elites políticas e empresariais procuravam terrenos e oportunidades de negócios. Ter um pedacinho de terra em Pemba ou Palma era um desafio por causa dos preços especulativos de venda ilegal. Jovens e adultos procuravam emprego e era difícil imaginar outro cenário que não o da oportunidade de emprego, negócio e circulação de divisas.

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