Quais são as diferentes dimensões de um mundo convulsão a viver transformações tão imprevisíveis quanto (aparentemente) irreversíveis? Foi o que esteve em discussão no debate que marcou o arranque do Conselho de Segurança, o projeto do Expresso que trará para cima da mesa os temas que dominam a discussão na frente nacional e internacional.
A segurança tecnológica, militar, jurídica, na saúde, no Estado, e nas empresas serão, ao longo dos próximos seis meses (e ao ritmo de um por mês) os temas a aprofundar no Conselho de Segurança em parceria com a Sonae, Galp, Altice, Allianz, MGLTS e ACIN e, hoje, já estiveram em evidência na sessão inaugural, às 18h, no edifício da Impresa em que os presentes traçaram um retrato alargado da situação global.
Martim Silva, diretor-adjunto do Expresso, foi o moderador de um debate aberto por Ricardo Costa, diretor geral de informação da Impresa, e que contou com a presença de Luís Sousa, CEO da ACIN; José Alegria, chief information security officer da Altice Portugal; Teresa Brantuas, CEO da Allianz; Rodrigo Vilanova, vice-presidente executivo - Energy Management na Galp; Tiago Félix da Costa, sócio da Morais Leitão, e; Ondina Afonso, diretora de qualidade & research do Continente.
Conheça as principais conclusões:
Dependência energética
- Vivemos uma “situação muito complexa do ponto de vista da energia e não só” resume Rodrigo Vilanova.
- A invasão da Ucrânia pela Rússia deixou bem patente a dependência energética da Europa e se existe a tentação de desacelerar a transição energética, o caminho deve ser precisamente o contrário.
- Acrescenta Rodrigo Vilanova que é essencial “acelerar a diversificação das fontes e melhorar a eficiência energética”.
Ameaças de segurança
- "É preciso ter consciência que existe o risco do ilícito para qualquer organização e para nós e que este é cada vez maior", aponta Tiago Félix da Costa.
- As organizações estão cada vez mais sujeitas a ameaças digitais e o aumento de ciberataques no último ano é prova disso mesmo.
- Por isso é importante “montar uma estratégia e um plano de defesa para detetar intrusões”, defende José Alegria. E nem todos estão investir ou a dedicar a atenção necessária.
Cadeia alimentar
- As cadeias de abastecimento de comida estão em risco permanente desde a guerra na Ucrânia e a situação pode agravar-se com a emergência climática que o mundo vive.
- “De repente podemos ficar sem abastecimento”, alerta Ondina Afonso.
- Importa chamar a atenção para as deficiências de Portugal no autoaprovisionamento e tentar diminuir a dependência do país face aos mercados externos.
Alertar a sociedade
- Sente-se um “impacto generalizado em todas as linhas de negócio”, acredita Teresa Brantuas.
- A sociedade tem que mudar de hábitos e perceber que não estamos perante uma situação passageira, mas sim perante um conjunto de situações duradouras que vão mudar profundamente a forma como vivemos.
- Seja na empresa ou em casa, é preciso, de acordo com Luís Sousa, tomar medidas para “minorar os riscos de segurança”.
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