Guerra na Ucrânia

Rússia vai estar na conferência de Lisboa sobre Oceanos. E Zelensky? "Fala quem está", diz a organização

1 junho 2022 19:09

afp

Duas dezenas de chefes de Estado e Governo já confirmaram que estarão em Lisboa para a segunda conferência promovida pela ONU centrada nos oceanos. Diplomacia russa confirma presença. Vice-presidente da comissão organizadora diz que cabe às Nações Unidas dizer quem fala, mas anota que a regra é falar quem estiver presente

1 junho 2022 19:09

A Rússia vai participar na Conferência dos Oceanos que se realiza em Lisboa entre 27 de junho e 01 de julho, noticiou a agência espanhola Efe a partir de fontes diplomáticas russas. Fontes da representação diplomática da Federação Russa em Lisboa afirmaram que o país "dá importância ao tema" e que "vai participar", sem especificar a que nível, o que deverá ser definido pela tutela da diplomacia russa.

Cerca de duas dezenas de chefes de Estado e Governo já confirmaram que estarão em Lisboa para a segunda conferência promovida pelas Nações Unidas centrada nos oceanos.

A agência Lusa contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros para confirmar a presença da Federação Russa, mas ainda aguarda resposta.

O vice-presidente da comissão organizadora, Alexandre Leitão, tinha dito na segunda-feira num encontro com jornalistas que a invasão da Ucrânia pela Rússia não tinha até agora impacto visível na realização da conferência, indicando que nas quatro semanas até ao início há muito tempo para os países organizarem as suas participações.

Questionado se se poderia abrir espaço para o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, intervir na conferência remotamente a partir da capital ucraniana, se manifestasse vontade, Alexandre Leitão frisou que a conferência é presencial e que "fala quem está", ressalvando que a última palavra seria sempre das Nações Unidas, cujos membros têm direito a participar sem reservas.

Delegações de 193 países participarão no encontro adiado desde 2020 por causa da pandemia, abordando ameaças aos oceanos, como a perda de oxigenação e consequente acidificação, que destrói a biodiversidade, poluição marinha e formas de "economia azul" que permitam explorar recursos sem os esgotar.