Europeias 2019

‘Politico’ sublinha pouca adesão de Portugal ao movimento populista

23 maio 2019 13:29

nuno fox/lusa

Artigo sobre a campanha para as europeias refere as escassas hipóteses de a coligação Basta eleger um eurodeputado e avança as razões para o país resistir à vaga de extrema-direita que atingiu o resto da Europa

23 maio 2019 13:29

Num artigo dedicado ao ambiente político em Portugal, a propósito da campanha para as Europeias, o “Politico” refere a pouca expressão do movimento populista representado pela coligação Basta e sublinha a escassa possibilidade de esta força eleger um eurodeputado no próximo domingo.

“Uma semana antes das eleições para o Parlamento Europeu, são poucos os sinais de que o Basta consiga romper a imunidade de Portugal em relação à política nacionalista que atingiu grande parte da Europa, alcançando este ano a vizinha Espanha com o aparecimento do Vox com peso nas eleições regionais e nacionais”, pode ler-se.

O artigo “Portugal's lonely populists” (Os solitários populistas de Portugal) cita uma das ações do Basta, em Agualva-Cacém, onde “apenas 14 pessoas” aguardavam o cabeça de lista da coligação.

Ao “Politico”, André Ventura afirmou que a pequena escala da campanha corresponde a uma opção estratégica. Para “conseguirmos sair e ir ao encontro das pessoas”, sublinhou.

Referindo que o PS lidera as sondagens, com 33% das intenções de voto, seguido do PSD, com 23%, a reportagem aponta as razões atribuídas para a resistência de Portugal em relação ao populismo e extrema-direita, enumerando a memória dos anos de ditadura; a pequena expressão de refugiados ou de imigrantes muçulmanos no país; e a influência ainda grande do PCP entre a classe trabalhadora.