Transportes

TAP já está a diligenciar para que Alexandra Reis devolva a indemnização "indevidamente" paga

TAP já está a diligenciar para que Alexandra Reis devolva a indemnização "indevidamente" paga

A TAP já deu início ao processo de "devolução do montante indevidamente pago" à ex-administradora, na sequência das conclusões do relatório da IGF. Os presidentes exonerados, Christine Ourmières-Widener e Manuel Beja, ainda não sabem quando saem de facto

Alexandra Reis disse que iria devolver a indemnização que lhe foi paga, e a TAP já colocou o processo em andamento. A companhia veio esclarecer o mercado esta quinta-feira, num comunicado assinado por Gonçalo Pires, o administrador financeiro da TAP, sobre sobre os passos que estão a ser dados na sequência das conclusões do relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF).

A IGF considerou "nulo" o acordo celebrado com a Alexandra Reis na parte referente ao pagamento de uma compensação pela cessação antecipada das funções de administração.

O relatório foi divulgado na segunda-feira e teve consequências ao nível dos órgãos de cúpula da transportadora, com a exoneração dos presidentes da Comissão Executiva e do Conselho de Administração, Christine Ourmières-Widener e Manuel Beja, respetivamente.

"A TAP encontra-se já a adotar diligências necessárias no sentido da devolução do montante indevidamente pago, sem prejuízo da eventualidade de virem a ser dadas pelo acionista, nos termos legais, instruções concretas sobre esta matéria, que serão integralmente cumpridas pela TAP", escreve a empresa, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

CEO e chairman ainda não sabem quando saem

A presidente exonerada da TAP, Christine Ourmières-Widener, tem estado a trabalhar, e esteve reunida na segunda-feira em comissão executiva, segundo apurou o Expresso. E a TAP confirmou esta quinta-feira que a gestora se mantém em funções.

“Apesar da aludida intenção do acionista da TAP, o PCA [presidente do Conselho de Administração, chairman] e a PCE [presidente da Comissão Executiva], na medida em que, tanto quanto a TAP tem conhecimento, não foi ainda adotada qualquer deliberação pelo acionista, continuam em funções, nos termos da lei, cumprindo as responsabilidades inerentes aos respetivos cargos”, lê-se no esclarecimento à CMVM.

Avança ainda a transportadora que “relativamente à referida intenção de destituição por justa causa do PCA e da PCE e sua substituição, não dispõe […] de informação sobre os concretos procedimentos que estarão a ser adotados nem sobre os concretos prazos previstos para a sua adoção pelo acionista”.

Os gestores têm de ser notificados da decisão, terão de responder, e só depois a decisão irá a Assembleia Geral. Embora este procedimento não tenha avançado, a expetativa do Governo é que o novo presidente da companhia, Luís Rodrigues, assuma funções em abril.

Comissão Executiva mantém-se para já

A companhia salienta igualmente que não foi ainda informada sobre “eventuais outras alterações pretendidas pelo acionista na composição do seu órgão de administração”, que tem mandato até 2024.

"A TAP não dispõe de qualquer informação adicional referente a eventuais outras alterações pretendidas pelo acionista na composição do seu órgão de administração", lê-se no comunicado, onde é referido que a companhia continua a trabalhar dentro da normalidade.

Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail: ACampos@expresso.impresa.pt

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