Sistema financeiro

Sindicatos alertam que aumentos salariais de 4% avançados por três bancos ainda são insuficientes face aos 8,5% pedidos

19 janeiro 2023 15:59

antónio cotrim / lusa

Os sindicatos afetos à UGT consideram que os aumentos salariais promovidos pelo BPI, Novo Banco e Santander “são bem-vindos” mas “insuficientes” e alertam que o processo negocial em curso “não pode ser desvirtuado”

19 janeiro 2023 15:59

Três sindicatos afetos à UGT declararam esta quinta-feira que nada têm contra o aumento de 4% anunciado esta semana pelo BPI, Santander e Novo Banco mas lembram que na primeira fase das negociações pediram 8,5% de atualização e os bancos responderam com uma proposta de 2,5%.

No âmbito destes aumentos agora propostos, o Mais Sindicato, o Sindicato dos Bancários do Centro (SBC) e o Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) indicaram que “aplaudem o aumento do salário mínimo no Santander para 1400 euros, bem como a abolição do rateio nos prémios de desempenho no Novo Banco”.

E dizem que “o aumento salarial agora antecipado pelos bancos representa uma confissão de que era de todo injustificada e incompreensível a sua contraproposta negocial de aumentos de apenas 2,5%, que tinham apresentado aos sindicatos”.

Os sindicatos alertam ainda para o facto de que exigem mais do que foi oferecido e “não aceitam que seja desvirtuado o processo negocial”, quer no que diz respeito ao aumento salarial dos trabalhadores no ativo como quer no que diz respeito aos reformados que dizem que “ficaram excluídos”, o que “não se entende”.

Os três sindicatos afirmam que estes aumentos de 4% “não podem influir negativamente no andamento das negociações salariais para este ano”, negociações que “continuam a revelar-se urgentes e necessárias”.

E acrescentam: “é indispensável que seja reposta a totalidade da perda do poder de compra dos bancários e sejam melhoradas as suas condições retributivas”.

Com a inflação média registada em 2022 a ascender a 7,8%, os sindicatos sublinham que “os aumentos salariais têm de emergir sempre dum processo negocial de boa-fé, no âmbito da revisão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que os referidos bancos assinaram conjuntamente com os sindicatos”.

Por isso as três forças prometem que se irão manter firmes “e saberão responder à altura, na defesa intransigente dos interesses dos trabalhadores que representam”.