Energia

Lucro da Galp no primeiro trimestre sobe 62%, para 250 milhões de euros

Sede da Galp, em Lisboa.
Sede da Galp, em Lisboa.
D.R.

Com um disparo nos ganhos na refinação a compensar a redução do resultado na exploração de petróleo e gás, e com uma descida das amortizações de ativos e das imparidades, a Galp viu o lucro do primeiro trimestre engordar 62%

Lucro da Galp no primeiro trimestre sobe 62%, para 250 milhões de euros

Miguel Prado

Jornalista

A Galp fechou o primeiro trimestre com um lucro de 250 milhões de euros, considerando o resultado líquido ajustado a custos de substituição de stocks, um ganho que traduz um crescimento de 62% face ao lucro do mesmo período de 2022, mas que fica ligeiramente abaixo dos 273 milhões de euros de resultado do quarto trimestre.

Na base contabilística IFRS, o resultado líquido da Galp ascendeu a 352 milhões de euros, comparando com um prejuízo de 14 milhões de euros no período homólogo.

Para a melhoria dos resultados, indica o comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), contribuiu o disparo dos ganhos na refinação, onde a margem da Galp saltou de 4,8 para 14,3 dólares por barril. Isso compensou a deterioração de resultados na produção de petróleo.

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), numa base ajustada, foi de 864 milhões de euros, apenas 1% abaixo dos 869 milhões do primeiro trimestre do ano passado.

O EBITDA do upstream (a área de produção de petróleo e gás) até recuou 32%, para 548 milhões de euros, refletindo um recuo da produção e menores preços de venda. Mas o resultado da área industrial (onde está a refinação) disparou de 2 para 235 milhões de euros. A área das renováveis passou de um EBITDA negativo em 1 milhão de euros para um resultado positivo de 35 milhões de euros no primeiro trimestre.

Mas se globalmente o EBITDA do grupo não cresceu, de onde veio o aumento do lucro?

De acordo com a Galp, o primeiro trimestre ficou marcado por menores depreciações e amortizações (devido à venda de ativos em Angola), além de que o primeiro trimestre de 2022 tinha incluído uma imparidade de 120 milhões de euros relacionada com o negócio no Brasil, que já não se repetiu em 2023.

A Galp fechou o primeiro trimestre de 2023 com uma dívida líquida de 1,34 mil milhões de euros, menos 44% do que a que tinha em março de 2022, quando ascendia a 2,39 mil milhões de euros.

O rácio dívida líquida / EBITDA melhorou de 1 para 0,4 vezes.

Nas suas previsões para o ano em curso, a Galp projeta alcançar um EBITDA ajustado de 3,2 mil milhões de euros, vindo mais de 2 mil milhões de euros do upstream e pelo menos 550 milhões da área industrial.

A petrolífera está a contar com uma cotação média do petróleo Brent de 85 dólares por barril, uma margem de refinação de 9 dólares por barril e um preço médio do gás natural no mercado ibérico de 60 euros por megawatt hora (MWh).

Tem dúvidas, sugestões ou críticas? Envie-me um e-mail: mprado@expresso.impresa.pt

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