Energia

Carlos Costa Pina saiu da Galp com mais de 1 milhão de euros de remuneração bruta

Sede da Galp, em Lisboa.
Sede da Galp, em Lisboa.
D.R.

O ex-CEO da Galp, Andy Brown, assegurou €1,8 milhões brutos em 2022, mas o segundo gestor mais bem pago foi Carlos Costa Pina, que no ano passado renunciou logo a 5 de janeiro, mas teve direito a mais de €1 milhão

Carlos Costa Pina, antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças (2005 a 2011), e depois administrador da Galp Energia (de 2012 a 2022), trabalhou apenas cinco dias na petrolífera no ano passado, mas assegurou uma remuneração bruta de mais de um milhão de euros, na sua maior parte uma compensação paga pela empresa a Costa Pina e outros administradores que cessaram funções antes do fim do mandato.

Costa Pina apresentou a sua renúncia a 5 de janeiro de 2022 depois de em dezembro de 2021 ter sido acusado pelo Ministério Público no processo relativo às parcerias público-privadas (PPP).

Embora tenha trabalhado na Galp menos de um mês no ano passado, acabou por ter uma das maiores remunerações registadas pela petrolífera no seu relatório e contas anual.

Carlos Costa Pina auferiu em termos brutos quase 35 mil euros de remuneração fixa, 157 mil euros de prémios relativos ao desempenho de 2021, cerca de 19 mil de Plano Poupança Reforma e 867 mil euros de compensações pela sua saída antes do fim do mandato.

A ex-administradora executiva Sofia Tenreiro também teve direito a uma compensação de 450 mil euros, enquanto Susana Quintana-Plaza recebeu uma compensação bruta de quase 488 mil euros.

Carlos Costa Pina acabou por ter a segunda maior remuneração bruta na Galp apesar da renúncia a 5 de janeiro, ficando apenas atrás do ex-presidente executivo, Andy Brown (que abandonou a liderança da Galp a 31 de dezembro de 2022), que auferiu 1,8 milhões de euros brutos.

O terceiro elemento executivo mais bem remunerado foi o administrador operacional Thore Kristiansen, com direito a 930 mil euros, seguido do administrador financeiro, Filipe Silva (que é agora o novo presidente executivo da Galp), com 632 mil euros brutos.

Globalmente, a despesa da Galp com a sua comissão executiva, somando os gestores que continuam e os que entretanto saíram, ascendeu a 7 milhões de euros no ano passado, com destaque para 2,8 milhões de euros de remuneração fixa, 1,2 milhões de prémios relativos a 2021 e 2,3 milhões de outros pagamentos (incluindo as referidas compensações a ex-administradores).

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