Economia

Murdoch desiste de fusão da News Corp com a Fox

25 janeiro 2023 8:48

foto hyungwon kang/reuters

O império de media de Rupert Murdoch não se vai voltar a unir para já, com os investidores das duas empresas a mostrarem-se contra a fusão

25 janeiro 2023 8:48

Acionistas da News Corp., dona de meios como o Wall Street Journal e os britânicos The Times e The Sun, e da Fox Corp., dona do canal de televisão norte-americano do mesmo nome, opuseram-se ao projeto de fusão das duas empresas proposto pelo acionista maioritário, Rupert Murdoch, que acabou por levantar a proposta.

Segundo a Reuters, a desistência de Murdoch do plano de fusão foi provocada pela opinião contrária de grandes acionistas das duas entidades. Essa resistência ficou refletida no comunicado oficial da News Corp. a dar conta do fim dessa proposta de fusão, que dizia que a combinação das duas empresas “não era ideal para os acionistas” de ambas as empresas nesta altura.

Murdoch, que controla 40% das duas entidades, considerou que a fusão - tida como uma preparação para passar o seu império para as mãos do filho, Lachlan Murdoch - desistiu da fusão com o aumento da cotação das ações da News Corp. o que obrigaria os acionistas da Fox a pagarem um preço que poderia não ser vantajoso, segundo as fontes ouvidas pela agência.

Não foram feitas ofertas formais para a fusão desde que a possibilidade passou a estar em cima da mesa, em outubro, dizem fontes à Reuters.

A News Corp. atual nasceu em 2012 depois da divisão dos negócios de audiovisual e editorial de Murdoch, antes unidos na holding com o mesmo nome. Após a divisão, o negócio editorial ficou na nova News Corp, ao passo que o audiovisual passou a ser gerido pela 21st Century Fox. Esta última passou a chamar-se Fox Corp. com a venda do negócio do entretenimento, como os estúdios de cinema, à Disney; com a empresa a manter apenas os canais nacionais, de desporto, e informação da Fox.

A Reuters avança ainda que a News Corp. quer vender a subsidiária Move Inc., cujo maior produto é uma página de anúncios de imobiliário, ao CoStar Group por 3 mil milhões de dólares (cerca de 2,8 mil milhões de euros ao câmbio atual), devido à pressão dos investidores para a venda de ativos na área do digital.