Economia

Presidente da TAP admite ter sugerido amiga para cargo de direção, mas diz que não foi responsável pelo recrutamento

18 janeiro 2023 12:28

rafael marchante/reuters

A presidente da comissão executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, regressou à polémica da contratação de uma amiga, Isabel Nicolau, para um cargo de direção na companhia aérea, mas recusou ter interferido no processo

18 janeiro 2023 12:28

A presidente da comissão executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, reiterou no Parlamento que não interferiu no processo de contratação de Isabel Nicolau, sua amiga, para os quadros da companhia aérea.

Em resposta às questões do deputado da Iniciativa Liberal Carlos Guimarães Pinto, a CEO da TAP relatou o processo: “quando um dos elementos da minha equipa tentou encontrar uma pessoa com um perfil adequado ao cargo em aberto, fizeram perguntas a várias pessoas, incluindo a mim própria”, disse.

“E eu sugeri o nome de Isabel Nicolau, que eu conheço", afirmou aos deputados, por ter “competências nas áreas que o cargo requer”.

“Depois disso não tive qualquer papel no processo de recrutamento”, que, acrescentou Christine Ourmières-Widener, “foi conduzido por outros membros do comité executivo".

Sobre o salário de Isabel Nicolau, que foi estimado como sendo próximo de 15 mil euros, a gestora disse que a diretora de processos, imobiliário e sustentabilidade “não recebe aquele dinheiro todo, recebe um salário que é consistente com a estrutura salarial da empresa, incluindo os cortes salariais”.

“O que apareceu na imprensa é incorreto”, rematou sobre uma polémica nascida em outubro do ano passado.

Ourmières-Widener acrescentou ainda, sobre a estrutura das receitas da TAP, que 20% das vendas dizem respeito a Portugal: “o nosso principal ponto de venda é o Brasil e os brasileiros não voam só ponto a ponto para Portugal”.

“Portugal como destino é um ativo muito importante para esta companhia aérea mas não é a única razão que explica o sucesso dos nossos resultados em 2022”, defendeu, sublinhando que “a qualidade das receitas não é o número dos passageiros (…), é a qualidade desses resultados. A dinâmica passa por conseguir fazer melhor, conseguir tirar uma melhor margem dos nossos clientes para sermos mais eficientes”.